Diário X

16 de dezembro de 2018
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Coxim tem uma das maiores e mais vergonhosas crateras de Mato Grosso do Sul

Josimar Miranda é professor, formado em Letras, com especialização em metodologia e ensino de História. Membro fundador e primeiro presidente da Academia de Letras do Brasil Seccional Coxim/MS.

13 JUL 2018Por Josimar Miranda16h:33

Desculpem-me pela manchete, mas em uma madrugada, ao ficar outra noite sem dormir e dado a minha insônia, fiz uma reflexão e imaginei se o famoso poeta Carlos Drummond de Andrade fosse nascido em Coxim, na nossa cidade do Pé de Cedro, como seria?

Se tivesse nascido por aqui, bem ali, nas barrancas do Taquari, onde a coruja dorme e o gavião não enxerga, talvez teria fisgado um belo surubim pintado e chupado um caju dourado junto com Zacarias Mourão e lhe ajudado a plantar o Pé de Cedro.

Ah! Seria uma dupla imbatível como foram Bebeto e Romário ou quem sabe seriam então o “trio maravilha” com Carlos Drummond à direita, Zacarias Mourão ao centro e Goiá à sua esquerda.

Talvez até tivesse visto o grande fluxo de boiadas passarem pela avenida mais famosa de Coxim, a que leva o nome do nosso Estado a Avenida “Mato Grosso do Sul”, haja vista que quem mora em Coxim há muitas décadas contemplou a quantidade enorme de boiadas passarem por essa avenida na época que era todinha de chão batido.

Era costume e tradição na nossa região os gados passarem com seus mugidos nostálgicos guiados aos estalos de readores e toques de berrantes fazendo a famigerada alvorada de Coxim.

Com a chegada do dito progresso os animais deixaram esse sistema bruto e já não são mais tocados pelas famosas comitivas e hoje são transportados enjaulados nas carrocerias de caminhões.

Em Coxim, depois que os gados marcados deixaram de passar pela referida avenida, um buraco enorme deu lugar rompendo a passagem do bicho homem pelo local e quem mora na região vive hoje marcado pelo desprezo do poder público municipal.

O buracão começa após a Rua Frei Cirino João Primon, se tornando crítico onde a Rua das Orquídeas cruza a Mato Grosso do Sul.

Em época que tanto se discute e tenta se cumprir a lei da acessibilidade e a famosa mobilidade urbana, a avenida que deveria ser um local para se escoar a produção pantaneira e facilitar o caminho para quem deseje sair na BR 163, seria um bom projeto de ligação da Mato Grosso do Sul com a BR 163 e tiraria a região do isolamento, gerando maior praticidade, conforto, comodidade e economia aos moradores dessa região tão sofrida e carente de humanidade.

É aí, nesse local que se encontra os maiores e mais populosos bairros de Coxim como o Senhor Divino e a Vila Bela, além dos bairros Jardim Europa, Jorge Ritt, Previsul, entre outros.

Quem estivesse no centro da cidade ou na região do pantanal poderia via Previsul chegar até a BR 163 sentido Rondonópolis/Cuiabá.

Essa seria a maior contribuição de todas e a mais humana, pois desafogaria o fluxo da Avenida Virgínia Ferreira que dia a dia vem colecionando um número muito grande de feridos atendidos pelo Samu e Corpo de Bombeiros, mobilizando depois das tragédias uma relação em cadeia seguida pela Polícia Militar, mídias do sangue e das mortes, os atendentes, enfermeiros, médicos, funerárias, perícias, legistas, gráficas, advocacias, promotorias e juizados, conselho tutelar, assistência social e afins.

A Avenida Mato Grosso do Sul tem SIM uma das maiores crateras da Região e o buraco está tão escancarado em Coxim que qualquer um pode ver!

Segundo os moradores do local o que mais lhes preocupam são os riscos à saúde uma vez que constantemente são encontrados animais peçonhentos e venenosos e além de riscos das mais variadas doenças, haja vista que foram encontrados ali, entulhos com pontas de ferros, pneus, latas, garrafas, lixo orgânico e um esgoto a céu aberto com cheiro extremamente desagradável.

Se Carlos Drummond fosse um pantaneiro coxinense e não um mineiro de Itabira talvez tivesse construído o poema “tinha um buraco no meio do caminho” substituindo a insignificante pedra pelo gigantesco buraco.

Mas por incrível que pareça os poemas mais conhecidos do grande poeta são os poemas “Quadrilha”, que a gente sabe bem como termina a história e o também famoso “E agora José?” que a gente não aguenta mais e gostaria de saber como termina essa história.

Só espero que não termine movendo os pizzaiolos.

Pronto falei!

Por: Josimar Miranda.

Fotos: Valdeir Simão - Diário X e Josimar Miranda.

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