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Homem mais alto do Brasil tem alta de hospital após amputar perna: 'difícil, porém necessário'
Cirurgia foi feita há três dias e foi necessária porque Ninão tinha osteomielite, uma doença infeciosa que o impedia de andar e ficar de pé.
O homem mais alto do Brasil, Joelison Fernandes da Silva, que mede 2,37 metros, teve alta médica do hospital, na sexta-feira (10), após amputar a perna direita. A amputação, que durou cerca de três horas, aconteceu na noite da terça-feira (7) no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande.
Antes de sair da unidade hospitalar, ele lembrou do que sentiu quando optou pela amputação.
"Foi uma decisão complicada e difícil, porém era necessário. Isso é muito gratificante", desabafou.
A cirurgia foi necessária porque Ninão, como ele é conhecido, tinha osteomielite - doença infecciosa que atinge os ossos – em estado avançado. A infecção foi diagnosticada há cerca de quatro anos, mas os sintomas surgiram há aproximadamente uma década.
Antes de receber alta médica, ele recordou do alívio que a cirurgia representa para a vida dele.
"Pretendo voltar a andar, voltar à minha rotina normal e começar a trabalhar novamente. São quase cinco anos que eu não ando e trabalho. Cinco anos dentro de casa deitado ou sentado".
Após o procedimento, o paraibano contou como está sendo o começo da adaptação.
"É uma sensação estranha. Já levantei para ir ao banheiro e senti uma sensação estranha. Em todo esse tempo, nunca quebrei nem um osso, e fazer uma amputação assim...", desabafou.
Ninão ganhou prótese que vai ajudá-lo a voltar a andar
Para voltar andar e realizar outras atividades como trabalhar, Ninão vai precisar uma prótese. De acordo com ele, um morador de João Pessoa doou o equipamento, que deve começar a ser usado daqui a pelo menos 60 dias.
Os recursos, arrecadados em uma campanha realizada pela internet, serão utilizados por ele nos cuidados pós-cirúrgicos.
“Quero agradecer mais uma vez a todos que abraçaram essa causa pra tentar me ajudar de alguma forma. Minha palavra de hoje, pra todos vocês, é de muita gratidão”.
Desde que se locomove em uma cadeira de rodas, ele não consegue trabalhar, e lamenta pelas oportunidades perdidas. Antes da infecção, ele costumava fazer comerciais e era convidado para participar de eventos pelo país inteiro.
Atualmente, o paraibano mora com a esposa. A renda do casal corresponde a um salário mínimo, da aposentadoria que ele recebe desde 2012, e de alguns trabalhos de decoração que a companheira dele faz. As doações dos amigos também têm auxiliado.
g1 PB




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