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BR-163 a rodovia da morte: sem duplicação final de semana tem 7 mortes  

Obras de duplicação não acontecem desde 2017 na rodovia e, entre 2018 e 2022, número de mortes só no trecho de Mato Grosso do Sul aumentou mais de 39%

7 JUL 2024Por Redação/EC20h:59

Entre as madrugadas de sábado e domingo (06 e 07 de julho) sete pessoas morreram em Mato Grosso do Sul em trechos distintos da BR-163, que possui 847 quilômetros de extensão, e que há tempos não consegue se desvencilhar do título de "rodovia da morte". 

Mais recente, na madrugada deste domingo, quatro rapazes que estavam em um pálio morreram próximo ao km 300 da rodovia, sendo que - como os bombeiros precisaram recortar o carro devido à gravidade da batida - a quarta e última vítima demorou a ser identificada. 

Por volta de 5h15min, o carro com quatro ocupantes teria invadido a pista contrária e colidido frontalmente com uma carreta carregada com couro bovino, da qual o motorista que viajava sozinho não se feriu. 

Com isso, as quatro vítimas desse acidente de domingo (07) foram confirmadas, pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, como sendo: 

- Álvaro Henrique Quadros Sampaio, de 19 anos;
- Alipio de Oliveira Neto, 19 anos; 
- Pedro Henrique Oliveira Lopes, 18 anos;
- Carlos Daniel Marques Silva, 17 anos.

Esses quatro se somam às três vítimas do acidente no anel viário de Campo Grande, que aconteceu ainda na madrugada de sábado (6), que coincidentemente também estavam em um carro de passeio e se choraram contra uma carreta. 

Conforme boletim de ocorrência, o acidente aconteceu por volta de 01h40, na altura do quilômetro 468, cerca de dois quilômetros da rotatória da saída da Capital para São Paulo, interditando a pista até por volta de 04h45. 

Informações iniciais do B.O apontam, nessa ocasião, a carreta com placas de Sidrolândia ia no sentido Cuiabá-Dourados, enquanto o Siena seguia no sentido contrário. 

Desse acidente, a identidade das vítimas só foi confirmada após cerca de 18 horas, e até o fim da tarde de sábado o terceiro óbito ainda constava como desconhecido, com os outros dois sendo: 

- João Paulo Riquelme, de 26 anos e 
- Kennedy Anderson Santana, de 29 anos.

Informações extraoficiais da mídia local apontam que a terceira vítima, sem idade revelada, seria Alairton Fonseca Cáceres. 

Rodovia da morte

Dados do painel da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre acidentes rodoviários mostram que em quatro anos, entre 2018 e 2022, o número de mortes na BR-163 só no Estado de Mato Grosso do Sul aumentou mais de 39%. 

Números compilados de 2018 mostram que no Mato Grosso do Sul e na Região Centro-Oeste, a BR-163 ainda mantinha o título de "rodovia que mais mata", sendo que a privatização de 2013 buscava tirar o título macabro do trecho. 

Cerca de dois anos após a privatização, os números de 2015, de fato, apontavam para uma queda de mais de 50% nas mortes, com a PRF indicando que os 64 óbitos de 2014 haviam caído para apenas 30 em 2015. 

Em 2022, tanto na Região Centro-Oeste quanto em MS, a 163 mantinha o título de "rodovia em que mais se morre", contabilizando 159 mortes ao nível regional, das quais 53 aconteceram em território sul-mato-grossense da BR. 

Entre janeiro e fevereiro deste ano, se comparado com o período homólogo de 2023, o número de mortos nessa BR já tinha crescido 17% e, se contabilizado os quatro primeiros meses, metade das mortes em rodovias tinham acontecido na 163.

Do leilão feito em 2014, para escolher uma administradora dos 845 km da rodovia, entre Mundo Novo, na divisa com o Paraná, com Sonora, fronteira com Mato Grosso, a CCR MSVia deveria duplicar 842 quilômetros. 

Entretanto, apenas cerca de 155 km da BR-163 foram duplicados, sendo que a última obra de duplicação tem registros datados de 2017. 

Correio do Estado

M9

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