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OAB relata que encontrou presos com fraturas e mordidas de cães

Segundo presidente da Comissão de Direitos Humanos, pelo menos 70 detentos ficaram feridos em confronto com o Batalhão de Choque da PM

24 ABR 2018Por Redação/TR07h:11

A Comissão de Direitos Humanos da Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) contestou declarações do diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Aud de Oliveira Chaves, sobre a situação dos presos feridos após confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, dia 18, na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Em entrevista ontem ao Campo Grande News, Aud Chaves afirmou que todos os procedimentos para o atendimento dos presos foi respeitado e os feridos encaminhados para as unidades de saúde conforme a necessidade.

“Inclusive a Comissão de Direitos Humanos da OAB esteve lá, conversou com alguns presos e não tinha problema nenhum”, reforçou Aud.

Entretanto, o presidente da comissão, Osmar Martins Blanco, contestou a afirmação e disse que há problemas, sim. “Não foi isso que aconteceu, fizemos um relatório sobre os problemas, foram pelo menos 25 detentos com fratura, fora os que têm outros ferimentos. Foi uma coisa muito séria que aconteceu lá”, afirmou Osmar Blanco.

“Os oito integrantes da comissão foram na quinta e na sexta no PED, conversamos com os detentos, encontramos presos mordidos de cachorro, detentos com fraturas que ainda não tinham passado por raio-X e até então não havia sido feito um boletim de ocorrência. Cobramos que todos fossem medicados, mas só nesta segunda-feira(23) cedo eles começaram a ser levados para o hospital”, declarou o advogado.

Através da assessoria de imprensa, a Agepen reafirmou que todos os atendimentos foram feitos e, “conforme surge a demanda estão sendo encaminhados mediante escolta”.

O confronto

Na quarta-feira (18) de manhã, policiais do batalhão de choque apoiavam agentes penitenciários durante uma operação pente-fino no raio II da PED quando houve o confronto.

Os presos acusam a PM de agir com violência desproporcional à procura de líderes das celas. Já os policiais envolvidos na operação afirmam que os presos tentaram impedir a entrada nas celas fazendo barricadas com as camas de concreto e tentaram agredi-los com armas artesanais.

Em carta ontem enviada ao Campo Grande News, os detentos denunciaram que os feridos tinham sido atendidos apenas no setor médico da PED, mas depois não receberam nenhum cuidado.

Fonte: Campo Grande News

M9

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