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28 de março de 2020
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Invasão de gafanhotos na África é situação sem precedentes, diz ONU

31 JAN 2020Por Redação20h:57

Países do leste da África vivem o pior surto de gafanhotos dos últimos 70 anos e agricultores do Quênia, Somália e Etiópia têm suas plantações ameaçadas pelos ataques de enxames de gafanhotos. 

A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) da ONU alertou na quarta-feira (29) para uma ameaça “sem precedentes”. 

O Sudão do Sul e Uganda estão em risco e também há preocupação com a formação de novos enxames na Eritreia, Arábia Saudita, Sudão e Iêmen. 

Na semana passada, um porta-voz da FAO disse à agência Associated Press que a organização começaria a agir imediatamente para combater a praga. Os insetos se alimentam das plantações de pequenos produtores em uma região vulnerável pela fome. 

“Milho, feijão, eles comeram tudo”, lamentou o fazendeiro Ndunda Makanga à AP. Ele disse que até mesmo as criações de animais chegam a se estressar com o grande número de insetos invasores. 

No ano passado, uma nuvem de insetos invadiu o Iêmen e esses eventos podem se tornar uma ocorrência mais frequente. Especialistas ouvidos pela BBC temem que a mudança climática faça os insetos agirem de maneira mais destrutiva e imprevisível. 

Os produtores locais temem que o número de gafanhotos aumente e a tendência é que eles se reproduzam durante a temporada de chuvas, que começa em março. 

De acordo com a FAO, mesmo um pequeno enxame de insetos pode consumir comida suficiente para 35 mil pessoas em um único dia. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou em US$ 70 milhões (cerca de R$294 milhões) os custos para a pulverização aérea com pesticidas. A organização ressaltou que há áreas da região em que estas ações seriam mais difíceis por conta de milícias armadas e grupos terroristas 

No ano passado, uma nuvem de insetos invadiu o Iêmen e esses eventos podem se tornar uma ocorrência mais frequente. Especialistas ouvidos pela BBC temem que a mudança climática faça os insetos agirem de maneira mais destrutiva e imprevisível. 

“Condições mais secas no futuro, nos limites norte e sul da área de distribuição de gafanhotos, podem produzir habitats mais favoráveis para esta espécie e podem ter impactos negativos importantes”, disse o entomologista Michel Lecoq à rede britânica. 

Sobre o caso atual, o climatologista queniano, Abubakr Salih Babiker, disse à AP que, nos últimos meses, as condições climáticas foram ideais para a reprodução destes animais. Migrando com o vento, os gafanhotos podem cobrir até 150 quilômetros em um único dia. 

Os produtores locais temem que o número de gafanhotos aumente e a tendência é que eles se reproduzam durante a temporada de chuvas, que começa em março. 

Segundo a FAO, mesmo um pequeno enxame de insetos pode consumir comida suficiente para 35 mil pessoas em um único dia. Uma área de 70 mil hectares no Quênia já está infestada. 

Fonte: Jornal de Brasília 

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