Você devolveria?
Gari leva susto ao receber Pix de R$ 203 mil: "Achei que era brincadeira"
Após erro em chave Pix, dono verdadeiro do dinheiro passou mal e precisou ser hospitalizado
Imagine deixar o celular de lado por alguns minutos e, de repente, receber a notificação de um Pix de R$ 203 mil na conta. Essa foi a situação vivida pela gari Telma Cristaldo, de 56 anos, no fim da tarde desta terça-feira (2), em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros da Capital. Ela contou para a reportagem como reagiu ao receber o valor por engano e por que o dinheiro permaneceu menos de 24 horas em sua conta.
Era por volta das 18h quando Telma conversava com o marido e foi surpreendida por uma sequência de mensagens no WhatsApp. Do outro lado da tela estava um contador, funcionário de um clube de laço, pedindo ajuda para recuperar o dinheiro transferido por engano. Nas mensagens, ele chegou a implorar: "Pelo amor de Deus".
Chamei minha filha para olhar a conta porque achei que era brincadeira. Pensei que ele tivesse mandado uns R$ 500. Aí minha filha falou que eram R$ 203 mil. Eu comecei a rir", relembrou.
Ao comentar o caso com familiares e amigos, os conselhos foram os mais variados. "Uns falavam para eu devolver, outros diziam para não devolver. Mas eu sempre tive a consciência tranquila e me organizei para devolver o dinheiro que não era meu", afirmou.
Depois de conversar melhor com o contador, Telma descobriu que o valor era destinado à Federação do Clube de Laço de Mato Grosso do Sul e que um único número digitado incorretamente fez a transferência cair em sua conta.
"Para quem ganha R$ 2,1 mil por mês, eu trabalhando cem anos não conseguiria juntar esse dinheiro. Em nenhum momento pensei em ficar com ele, porque sabia que não era meu e que do outro lado tinha uma pessoa desesperada pedindo ajuda", disse.
Segundo Telma, o contador chegou a ser levado ao hospital após passar mal com a situação. "Ele ficou muito abalado por causa do erro. Foi uma falha, mas essas coisas acontecem. Graças a Deus caiu na minha chave e eu consegui devolver para ele", comentou.
Mesmo após devolver o valor, Telma procurou uma delegacia para saber se precisava registrar boletim de ocorrência ou tomar alguma providência. Ela foi informada de que não havia necessidade, já que o dinheiro havia sido devolvido ao verdadeiro destinatário.
Agora, o episódio virou uma história para contar. "Meus filhos ficaram orgulhosos de mim por eu ter devolvido. É uma loucura. Só quem vive um momento desses sabe como é", concluiu.
CGNEWS



Festa do Divino Espírito Santo
Festa do Divino Espírito Santo
Criança não deve ser mãe
Estado MS
Mato Grosso do Sul
Estado MS