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Saúde

Saúde investiga 7 casos de hepatite infantil misteriosa suspeitos no País

Infecção pode ser fatal e desencadear série de problemas, incluindo necessidade de transplante de fígado

7 MAI 2022Por Redação/PL09h:50

Nesta última sexta-feira (06), o Ministério da Saúde afirmou que monitora sete casos suspeitos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida. Foram registrados três no Paraná, e quatro no Rio de Janeiro.  

Ainda que a origem da infecção registrada em crianças seja desconhecida, sabe-se que ela pode desencadear uma série de problemas, incluindo a necessidade de transplante de fígado, e pode ser fatal.

A pasta informou ainda que os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) monitoram — junto a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar — qualquer alteração do perfil epidemiológico, bem como a detecção de casos suspeitos da doença.  

Também orienta aos profissionais de saúde e da Rede Nacional de Vigilância, Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública do Sistema Único de Saúde (VigiAR-SUS) que suspeitas sejam notificadas imediatamente.

Ainda ontem (05), o governo da Argentina notificou a confirmação do primeiro caso da doença na América Latina, em um menino de oito anos.  

Em seguida, o Panamá também confirmou um caso no País. Até então, apenas os Estados Unidos e a Europa haviam confirmado casos da infecção.

Até o dia 3 de maio, mais de 200 casos foram registrados em 20 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo a grande maioria deles no Reino Unido, primeiro país a reportar a doença.  

Já houve pelo menos quatro mortes — uma confirmada pelas autoridades britânicas e três pela Indonésia. Segundo a OMS, a hepatite é uma inflamação que atinge o fígado causada por uma variedade de vírus infecciosos (hepatite viral) e agentes não infecciosos.  

problemas

A infecção pode levar a uma série de problemas de saúde, que podem ser fatais. Os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum desses casos.

Embora a síndrome atinja pacientes de até 16 anos, a maioria dos casos está na faixa de 2 a 5 anos. O quadro das crianças europeias é de infecção aguda.  

Muitos apresentam icterícia, que, por vezes, é precedida por sintomas gastrointestinais - incluindo dor abdominal, diarreia e vômitos -, principalmente em pequenos de até 10 anos.

Vale ressaltar que a maioria dos casos não apresentou febre.

Em caso de suspeita, recomenda-se fazer testes de sangue (com experiência inicial de que o sangue total é mais sensível que o soro), soro, urina, fezes e amostras respiratórias, bem como amostras de biópsia hepática (quando disponíveis), com caracterização adicional do vírus, incluindo sequenciamento.

Vale reforçar que medidas simples de prevenção para adenovírus e outras infecções comuns envolvem lavagem regular das mãos e higiene respiratória.

Especialistas acreditam que o agente causador da doença seja um adenovírus, transmitido por contato ou pelo ar.  

Embora seja atualmente uma hipótese como causa subjacente, ele não explica totalmente a gravidade do quadro clínico. A infecção com adenovírus tipo 41, o tipo de adenovírus implicado, não foi previamente associada a tal apresentação clínica.

Os adenovírus são patógenos — organismos que conseguem causar doença em um hospedeiro — comuns que geralmente causam infecções autolimitadas.

Eles se espalham de pessoa para pessoa e mais comumente causam doenças respiratórias, mas dependendo do tipo, também podem causar outras doenças, como gastroenterite (inflamação do estômago ou intestinos), conjuntivite (olho rosa) e cistite (infecção da bexiga).

Segundo a OMS, há mais de 50 tipos de adenovírus imunologicamente distintos que podem causar infecções em humanos O adenovírus tipo 41 geralmente se apresenta como diarreia, vômito e febre, muitas vezes acompanhados de sintomas respiratórios. O potencial surgimento de um novo adenovírus ainda está sendo investigado.  

Outra hipótese é de que haja alguma relação com o novo coronavírus. A possibilidade de ser um efeito adverso da vacina contra a covid-19, no entanto, foi descartada, visto que grande parte dos pacientes britânicos não haviam tomado o imunizante.

Correio do Estado 

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