Saúde
Pesquisadores criam híbrido de humanos com ovelhas
Pesquisadores da Universidade de Stanford criaram um animal híbrido de humano e ovelha, e a intenção deles não é criar animais mutantes... Com o experimento, eles pretendem auxiliar a atual carência de órgãos disponíveis para transplante (e a grande fila existente). O objetivo é, no futuro, fazer com que órgãos com características comuns aos humanos, cresçam em animais como porcos ou ovelhas e possam ser transplantados para as milhares de pessoas que aguardam nas filas em todo mundo.
Se procurarmos o significado da palavra quimera em um dicionário, encontraremos “monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente” ou “combinação heterogênea ou incongruente de elementos diversos”. Na biologia, o quimerismo não é místico, e está relacionado com o desenvolvimento embriológico de um indivíduo. Uma quimera é resultado da união de dois zigotos que formariam 2 indivíduos, se unindo e formando um único indivíduo, que possui materiais genéticos distintos entre si. O fenômeno ainda que raro, acontece sem a intervenção humana na natureza. Mas isso não quer dizer que não possa acontecer em laboratório também...Pesquisadores da Universidade de Stanford produziram uma quimera (ou híbrido) de humano com ovelha, e não foi para criar um ser místico, mas para ajudar a grande quantidade de pessoas na fila da doação de órgãos no futuro. Como assim, Jubilut? Introduzindo células-tronco humanas em embriões de ovelhas, os pesquisadores criaram um indivíduo que é 99% ovelha. A pesquisa foi realizada com base em estudos anteriores que obtiveram sucesso na criação de híbridos (humanos e porcos, por exemplo) e busca uma solução para as milhares de pessoas que morrem todos os anos esperando um órgão compatível na fila de doadores de órgãos. Órgãos humanos produzidos através de animais híbridos poderiam fornecer um estoque suficiente para atender a atual demanda de transplante de órgãos no mundo. Para que os órgãos sejam compatíveis com os humanos, os pesquisadores precisam desenvolver um híbrido onde pelo menos 1% das células sejam humanas. Menos que isso, o órgão é incompatível. Mais que isso. Entramos em discussões éticas. E agora?
Por mais que a solução seja difícil, os números não deixam os pesquisadores desistir: nos Estados Unidos, a cada 10 minutos um novo paciente entra na fila de doação de órgãos. No Brasil, 32 mil pessoas aguardam por doações. Apesar das abordagens e dos métodos não serem os idealizados em um mundo ideal, eles podem oferecer, no futuro, a esperança de uma vida saudável e longa a muitas pessoas em todo o mundo.
Fonte: Biologia Total.



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