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Saúde

Com alta de internações por Covid-19, governador do AM diz que pode adiar provas do Enem em Manaus

14 JAN 2021Por Emilly Constanci09h:00

O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que estuda adiar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Manaus e na região metropolitana. A declaração foi dada na quarta-feira (13), ao Jornal do Amazonas - 1ª Edição. As provas, que deveriam ser realizadas em novembro do ano passado, foram transferidas para os dias 17 e 24 de janeiro. A Prefeitura de Manaus já informou que não vai ceder escolas municipais para a realização da prova.

Wilson disse que conversou com o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, e a decisão leva em consideração o aumento no número de casos e internações pela Covid-19 na capital amazonense. Janeiro já é o mês com o maior número de hospitalizações na cidade, ficando à frente dos meses de abril e maio de 2020, quando a capital enfrentou o primeiro pico da doença.

"A gente não tem condições de receber as provas do Enem na capital e na região metropolitana, mas temos condições de permitir que as provas sejam realizadas no interior", explicou.

Wilson disse que a decisão do Governo deve ser tomada nas próximas horas em conjunto com o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação das provas no país. Ele não deu detalhes sobre quando a prova será aplicada, caso haja o adiamento.

Na terça-feira (12), as Defensorias Públicas do Estado (DPE-AM) e da União (DPU) já haviam recomendado ao Governo que a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 fosse adiada em todos os municípios amazonenses. Segundo os órgãos, o pedido visava evitar aglomerações e a disseminação do vírus para os estudantes e profissionais empenhados na realização do exame.

Novo surto da doença no estado

O Amazonas enfrenta um novo surto da Covid, e voltou a sofrer com hospitais e cemitérios lotados por conta da doença. Neste mês de janeiro, Manaus registrou tristes recordes em relação à Covid-19.

Na terça, foram registrados 166 enterros, segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), o maior para um único dia desde o início da pandemia. Em 12 dias, o número de novas internações pela Covid superou o total de abril e colocou janeiro como o mês com mais hospitalizações pela doença. Até então, o recorde de novas internações havia sido registrado em 4 de maio, com 168 novos hospitalizados.

Mesmo com ampliação de mais de 130% na oferta de leitos, em comparação com o período da primeira onda, o governador Wilson Lima disse, na sexta-feira (8), que o sistema de saúde está muito próximo do limite de sua capacidade. Em visita à Manaus, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que estuda priorizar vacinação em Manaus para "reduzir contaminação".

Nos cemitérios, o aumento de mortes voltou a gerar filas de carros funerários na porta. A Prefeitura de Manaus descartou voltar com as valas coletivas, e disse que deve construir mais covas verticais, além de instalar contêineres frigoríficos, para comportar a quantidade de caixões.

Manaus também enfrenta crise no abastecimento de oxigênio e uma nova variante do coronavírus foi encontrada na cidade. Trata-se da mesma cepa que chegou ao Japão após viajantes passarem pelo estado. De acordo com o pesquisador e vice-diretor da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a nova variação apresenta uma série de mutações vistas pela primeira vez.

Fonte: G1 

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