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Política

MDB descarta apoiar Riedel pelo aval do PSDB a Simone e mantém candidatura de André

26 MAI 2022Por Redação/EC18h:49

O MDB descarta a hipótese de trocar o apoio ao ex-secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), que não sai do 4º lugar nas pesquisas, pelo aval tucano à candidatura presidencial de Simone Tebet (MDB). A sigla mantém o ex-governador André Puccinelli (MDB) como pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições deste ano.

“Não existe a possibilidade de André e o MDB/MS apoiarem aqui outro candidato. Lideramos todas as pesquisas. Respeitamos os outros candidatos e compreendemos o seu direito de se apresentarem para a eleição, mas não abrimos mão do nosso”, afirmou o ex-deputado federal e ex-ministro chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

“Já levei esta posição para a Direção Nacional do MDB, da qual faço parte, e recebi garantia quanto a nossa candidatura. ANDRÉ SERÁ CANDIDATO E VENCERÁ A ELEIÇÃO. Sei, ainda, que isto não será empecilho para apresentarmos a nível nacional uma candidatura única à Presidência da República, coisa que por sinal sempre defendi”, afirmou.

“A-ráááá!! Eu continuo pré-candidato ao Governo do Estado! Acorda, meu MS! Seguimos com o nosso plano de trabalho!”, postou o ex-governador em uma rede social, na qual aparece em um vídeo pescando.

A mesma posição foi manifestada pelo presidente regional do MDB, o ex-deputado estadual Júnior Mochi. “Nenhuma chance”, reagiu o dirigente, sobre a possibilidade de André desistir da disputa.

“Essa condição dita pelo presidente nacional do PSDB, é uma fala isolada, sem qualquer consulta quanto a sua possibilidade ou viabilidade. O MDB de Mato Grosso do Sul rejeita esse tipo de atitude e reafirma a pré-candidatura a governador do André”, afirmou Mochi, sobre a declaração do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

O PSDB exige o apoio do MDB aos tucanos em Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul. No estado nordestino, Raquel Lira (PSDB) está em segundo lugar nas pesquisas e não há candidato do MDB. Já entre os gaúchos, o emedebista Gabriel Souza tem menos de 2%, mesmo índice de Simone na disputa presidencial. André chega  22,4% em Mato Grosso do Sul e lidera todas as pesquisas.

Caso desista da disputa, Puccinelli estaria declinando a chance de disputar o Governo, mesmo liderando as pesquisas, pela terceira vez. Em 2002, ele tinha chance, mas acabou optando por permanecer no comando da prefeitura e facilitou a reeleição de Zeca do PT.

Em 2018, Puccinelli assumiu as lideranças da pesquisa quando foi preso na Operação Lama Assfáltica. Atrás das grades, ele desistiu da disputa e o MDB lançou a candidatura de Junior Mochi, que ficou em 4º lugar.

A retirada de André é uma das saídas encontradas pelo PSDB para tentar emplacar o nome de Riedel. O partido corre sério risco de perder o comando do Governo do Estado após dois anos de mandato de Reinaldo Azambuja (PSDB). Os tucanos também podem perder São Paulo após 24 anos e o Rio Grande do Sul.

O partido tenta construir um grande arco de alianças para facilitar a situação para Riedel. No entanto, as últimas eleições já deixaram claro que o sul-mato-grossense não gosta muito de candidatos de chapões. O caso mais recente foi Barbosinha, em Dourados, que acabou perdendo a disputa para Alan Guedes (PP), mesmo contando com o apoio de quase todo mundo. Só faltou a aliança com o eleitor.

O mesmo ocorreu com Edson Giroto em 2012, quando tinha o apoio do prefeito da Capital, Nelsinho Trad, então no MDB, e do governador André Puccinelli. Ambos tinham, segundo as pesquisas, mais de 80% dos votos, e não conseguiram fazer o sucessor na Capital. Alcides Bernal (PP) acabou sendo eleito em chapa pura enfrentando uma aliança também de quase todo mundo.

Edivaldo Bitencourt/O Jacaré

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