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Tribunais do crime: combate a facções pode ter relação com queda de 9% nos assassinatos em MS

3 DEZ 2023Por Redação/EC12h:10

As ações de combate aos chamados 'tribunais do crime' em Mato Grosso do Sul, podem estar relacionados a queda de 9% no número de assassinatos em 2023. Isso é o que acredita o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, em entrevista ao Jornal Midiamax.

Dados da Sejusp MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), disponibilizados na plataforma SIGO Estatística, revelam que o número de homicídios caiu no Estado em comparação ao mesmo período de 2022. Segundo o levantamento, de janeiro a 30 de novembro deste ano, foram registrados 380 assassinatos. No mesmo período do ano passado, foram 414 homicídios, ou seja, redução de 34 casos ao longo de 2023.

"Neste ano, foram presos vários membros que atuam como tribunal do crime e essas prisões acabaram reprimindo os homicídios que vinham crescendo na região. Com as ações das forças de segurança do Estado e do núcleo de inteligência integrados à segurança de estados vizinhos, foi possível interceptar e impedir ordens de assassinatos dadas por membros de facções", afirma o secretário estadual.

Da mesma forma, Campo Grande também teve redução no número de homicídios. Desde o início do ano, a Capital registrou 102 casos. Em 2022, foram 120 crimes dessa natureza, entre 1º de janeiro a 30 de novembro, ou seja, em 2023 - neste mesmo período - foram 18 casos a menos.

Os casos de feminicídio também diminuíram. Ao longo de 2022, foram 42 vítimas, sendo 37 entre janeiro e novembro. Já neste ano, até o último mês, foram 26 crimes desta natureza.

Na contramão da redução de crimes violentos

Na contramão da redução da violência aparecem os crimes de estupro e lesão corporal seguida de morte. Em 2022, seis pessoas morreram em Mato Grosso do Sul vítimas de agressões. Já em 2023, o número saltou para 14 casos, 8 a mais que no ano passado.

Embora novembro tenha se destacado por ser o mês com menor registro de estupros - 130 casos desde o início de 2023 - a soma ao longo do ano mostra um aumento nos crimes desta natureza, em relação ao ano de 2022.

Os dados mostram que em 2023 foram registrados 2.080 estupros de 1º de janeiro a 30 de novembro. Já no mesmo período do ano passado, foram 2.004 denúncias desse crime.

Plano do PCC contra policiais penais federais

Em novembro, o Jornal Midiamax noticiou o plano do PCC contra policiais penais federais. Em agosto de 2022, operação prendeu 7 membros da facção que planejavam atentados contra policiais e juízes no Estado.

As penitenciárias federais alvos da facção seriam no Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, segundo documento obtido pelo Jornal Midiamax. A Coordenação Geral de Inteligência do sistema penitenciário federal emitiu o alerta para que os servidores permanecessem em alerta máximo.

No documento, os alvos da facção já teriam sido identificados e alertados sobre os riscos. Ainda pede-se para que os agentes evitem transitar por lugares ermos, evitar andar uniformizados ou com qualquer acessório que identifique os policiais penais. 

O alerta ainda pede para os agentes, que ao entrarem em estabelecimentos traçarem estratégia de fuga, caso algo aconteça. O documento foi emitido no dia 27 de outubro deste ano.

Midiamax 

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