Logo Diario X
Aqui tem a Verdadeira Notícia
26 de março de 2026
Coxim
24ºC

Policia

Banheiro privativo, cozinha e TV: como é 'acomodação' onde Bernal está preso em Campo Grande

26 MAR 2026Por Redação/EC15h:35

Banheiro privativo, ar-condicionado: assim é a ‘acomodação’ onde está preso Alcides Bernal, pelo assassinato do servidor Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, na terça-feira (24), na Rua Antônio Maria Coelho. O ex-prefeito está preso na sala de Estado maior, no Presídio Militar, em Campo Grande. Ele passou por audiência de custódia, nesta quarta-feira (25).

Conforme o apurado pelo Midiamax, o local onde Bernal ficará preso tem banheiro privativo, com camas em beliches ou em concreto e capacidade para três presos. O local ainda tem um refeitório, onde são servidos o almoço e o jantar.

Defesa de ex-militar que matou adolescente a tiros pede prisão domiciliarDefesa de ex-militar que matou adolescente a tiros pede prisão domiciliarAtualmente em regime semiaberto, a defesa argumenta que pernoitar com outros detentos coloca a vida do ex-policial em risco

Ainda há uma sala onde fica a televisão que os presos podem assistir a desenhos e jornais de algumas emissoras. Bernal está proibido de receber visitas por até 30 dias, sendo apenas o advogado autorizado a entrar no presídio. Ele ainda, como todo preso que entra lá, recebeu uma manual interno sobre condutas no local. 

Bernal teve a prisão preventiva decretada em audiência nesta quarta (25), que demorou mais de 1 hora. Ele, segundo apurado pela reportagem, teria sido debochado e tentado entrar no ‘mérito da prisão’. 

Estatuto prevê mordomia

O Estatuto da Advocacia, que consta na Lei 8.906/94, prevê o direito à sala de Estado maior a advogados em caso de prisão.

Assim, o estatuto, no Artigo 7º, V, determina que o advogado não será “recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado maior, com instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar”.

Depoimento na delegacia

“Era para ser na perna”, disse Alcides Bernal em depoimento gravado nesta terça-feira (24), em Campo Grande, após matar a tiros o servidor Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em meio a uma briga judicial pela casa em que Bernal morava, na Rua Antônio Maria Coelho.

Ainda em depoimento, o ex-prefeito falou que já haviam arrombado a casa dele três vezes. Quando a empresa de monitoramento avisou, ele, que não estava em Campo Grande, ao chegar à cidade, foi direto para a residência, onde ainda morava e tinha um escritório. 

Ao chegar ao local, Bernal falou que o portão estava arrombado e que um veículo estava na garagem. “Tinha três pessoas dentro da casa, e um deles veio para cima de mim”, disse o ex-prefeito. 

Ainda segundo Bernal, “foi questão de segundos”, quando fez os disparos, com a intenção de atingir a perna. Logo depois, o ex-prefeito foi até a delegacia para avisar sobre o ocorrido, mas não sabia que o servidor havia morrido.

Bernal ainda alegou que não foi intimado sobre o leilão da casa, muito menos sobre o arremate. “Eu entrei com uma ação contra a Caixa e não fui avisado”, disse. Quanto à arma do crime, Bernal disse que tem porte e registro, e que ela teria sido adquirida em 2013.

Bernal mandou chaveiro se deitar no chão 

Segundo o registro policial, o chaveiro relatou que Bernal, portando uma arma de fogo, aproximou-se pelo portão social e já apontou a arma em direção ao fiscal tributário. “O que você está fazendo aqui na minha casa, seu filho da p***?”, teria dito o ex-prefeito.

Diante da situação, a testemunha disse que olhou para Bernal e que a vítima estava ao seu lado. Ele afirmou aos policiais que Roberto não teve tempo de responder e nem sequer explicar o que estava fazendo no imóvel, pois o suspeito já atirou na direção da vítima, que caiu ao chão.

Em seguida, o ex-líder do Executivo Municipal teria se virado para a testemunha, que afirmou ser “apenas o chaveiro” e estava no imóvel porque Roberto pediu que abrisse a porta. Logo, o ex-prefeito teria mandado o chaveiro se deitar de bruços.

O chaveiro ficou com medo e presenciou o ex-prefeito se dirigindo ao servidor estadual novamente, apontando a arma para ele. “Tudo foi muito rápido”, relatou a testemunha.

Segundo o depoimento do chaveiro, o ex-prefeito teria proferido várias ameaças e mencionado que efetuaria novos disparos. Diante disso, a testemunha se levantou — enquanto Bernal teria ficado vidrado em Roberto —, alcançou o portão e saiu do local.

À polícia, o chaveiro disse ter pensado que Bernal poderia atentar contra ele, especialmente por tê-lo mandado se deitar de bruços. Por isso, deixou o imóvel e, após alcançar uma distância segura, entrou em contato com o filho e pediu que ele acionasse a polícia.

Por fim, o chaveiro disse que não observou o ex-prefeito saindo da casa, pois estava abalado emocionalmente e ficou afastado. Aproximadamente 20 minutos depois, ele viu o Corpo de Bombeiros e a PM (Polícia Militar) chegando ao local.

Midiamax

 

M9

Leia Também