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'Assédio não é brincadeira': caso do BBB26 alerta para crimes comuns em MS

Delegada reforça que atitudes constrangedoras podem evoluir para crimes graves

20 JAN 2026Por Redação/EC07h:48

O recente caso envolvendo Pedro Henrique Espíndola, participante do BBB26, trouxe à tona um problema que vai muito além da televisão: o assédio sexual e a importunação sexual, crimes que ainda são registrados com frequência em Mato Grosso do Sul. Segundo a Delegada Adjunta da Deam (Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Analu Lacerda Ferraz, práticas como tentar forçar contato físico sem consentimento configuram crime, e não simples “cantadas” ou assédio moral.

“Quando uma mulher não dá o consentimento, o homem não pode forçá-la. A culpa é sempre do agressor. Infelizmente, alguns acreditam que podem tudo, e é por isso que existe a sensação de impunidade. Hoje, não mais: os autores são punidos e devem ser responsabilizados. Assédio não é brincadeira”, explicou a delegada. Ela reforça que, em MS, os casos de importunação sexual são frequentes, mas a conscientização das mulheres sobre seus direitos faz com que denúncias cresçam e que infratores sejam indiciados.

A pedagoga Karina Marque complementa a visão da delegada, destacando o aspecto cultural do problema: “Todo comportamento do homem que acha ter poder sobre a mulher, que acredita que pode tocá-la ou assediá-la, nasce de uma criação equivocada. A mulher sempre foi vista como frágil, mas não é. Situações como a do Pedro mostram como ainda há muitos homens que ignoram limites e direitos”.

Karina também destacou o impacto emocional sobre vítimas: “Quando a mulher se vê coagida, muitas vezes reage com medo, bloqueio ou até culpa. É normal se sentir assim, mas a legislação existe para protegê-la e ela deve procurar ajuda. Atitudes como passar a mão, falar de partes do corpo ou tentar forçar um beijo são crimes, e isso precisa ficar claro na sociedade”.

A delegada Analu Lacerda Ferraz acrescenta que a prevenção também depende da educação dos homens: “É fundamental que os homens entendam desde cedo que qualquer atitude que gere desconforto ou constrangimento é crime. Conversar, ensinar e responsabilizar quem comete importunação sexual é tão importante quanto proteger quem sofre. A mudança cultural só vai acontecer se houver conscientização e punição eficaz”.

O caso de Pedro, que desistiu do programa na noite deste domingo (18), está agora sob investigação da Justiça, com inquérito aberto pela Delegacia da Mulher de Jacarepaguá. O episódio reforça que mesmo em contextos de exposição pública e entretenimento, comportamentos abusivos são crimes e têm consequências legais, servindo de alerta para todo o país e para Mato Grosso do Sul, onde casos de assédio e importunação sexual ainda são recorrentes.

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M9

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