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Invasão de grilos pode durar até o fim do mês

Queimadas de 2020 também podem ser motivo de invasão

15 ABR 2021Por Redação/ Talyta Rodrigues14h:00

A invasão de grilos que chegou a diferentes regiões de Campo Grande e pegou muita gente de surpresa, deve permanecer na cidade até o fim deste mês. Segundo especialista, o aparecimento repentino está associado ao período de reprodução dos insetos e pode, inclusive, ter ligação com as queimadas registradas no Estado no ano passado.

“Esse período não costuma ser duradouro. O esperado é que até o final do mês não tenha mais [a aparição dos animais]”, explica o biólogo e professor de Ciências Biológicas da UCDB, Kwok Chiu Cheung.

Segundo o especialista, é no fim do período de chuvas, justamente o que está em predomínio em Mato Grosso do Sul, que se estabelece a época de reprodução dos grilos. “Acontece quando as chuvas vão diminuindo e começa a ficar seco. Esse é o fator natural”, afirma.

Para  Kwok Chiu, outro ponto que pode ter sido determinante foram as queimadas registradas no Estado em 2020, especialmente na região pantaneira. De acordo com ele, os incêndios mataram diversos predadores dos grilos, comprometendo o controle feito pela cadeia alimentar. “Muitas aves, sapos e lagartos morreram queimados. Fazia tempo que não tinha um período com tantas queimadas concentradas”, pontua.

Os incêndios também podem ter feito com que os insetos saíssem da área rural, e invadissem as cidades para se abrigar.

Agora, com os novos 'companheiros' rodando pela cidade, o biólogo lembra que os animais não representam risco para o ser humano Segundo ele, o ideal é aprender a conviver até que tudo se normalize.

“Eles não causam mal a ninguém. Não picam, não têm ferrão e não são prejudiciais para animais domésticos. Talvez o barulho  incomode um pouco, mas isso são eles cantando para atrair um ao outro durante o período reprodutivo”, explica.

Clayton Neves - Campo Grande News

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