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Em 2020, uma criança foi estuprada a cada seis horas em Mato Grosso do Sul

22 OUT 2021Por Redação/EC21h:27

Em 2020, 1.583 crianças e adolescentes foram estupradas em Mato Grosso do Sul, o que dá uma média de uma criança estuprada a cada seis horas no Estado.

Dados são do estudo Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançado nesta sexta-feira (22) pelo Unicef e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Público (FBSP).

O estudo foi feito a partir de análise inédita dos boletins de ocorrência das 27 unidades da federação.

A idade das vítimas consideradas no levantamento é de 0 a 19 anos.

Conforme o levantamento, dos 1.583 casos registrados em Mato Grosso do Sul, a maioria das vítimas estava na faixa etária de 10 a 14 anos, mas também há um número significativo de crimes de violência sexual contra bebês.

Confira o número de casos de estupros por faixa etária:

0 a 4 anos – 224

5 a 9 anos – 460

10 a 14 anos – 716

15 a 19 anos – 183

Considerando um período de quatro anos, de 2017 a 2019, 6.945 crianças e adolescentes foram vítimas de estupro no Estado.

Neste acumulado, 4.005 tinham entre 0 e 11 anos e 2.940 de 12 a 17 anos;

Em média, foram 1.736 casos por ano, perfazendo a média de quatro crianças vítimas por dia.

Segundo a Unicef, os números de 2020 podem ser ainda maiores devido a subnotificação que ocorreu durante os primeiros meses de pandemia da Covid-19, quando medidas restritivas estavam mais rígidas e houve queda no número de casos denunciados.

O estudo não traz recortes estaduais do perfil das vítimas ou dos casos, mas aponta que, no geral, meninas são as principais vítimas de violência sexual, e ocorre com maior frequência aos 13 anos.

Já no caso de meninos, o crime se concentra na infância, especialmente entre os 3 e 9 anos.

A maioria dos casos de violência sexual contra meninas e meninos ocorre na residência da vítima, praticados por pessoas próximas e conhecidas.

Assassinatos

A pesquisa também traz dados de mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes.

São consideradas mortes violentas intencionais homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

Em Mato Grosso do Sul, 47 crianças e adolescentes morreram de forma violenta no ano passado, uma média de quase quatro vítimas por mês.

Entre as vítimas, houve três assassinatos de crianças de 0 a 4 anos, três de crianças de 5 a 9 anos, duas de 10 a 14 anos, e 39 em que as vítimas tinham entre 15 e 19 anos.

Considerando os últimos cinco anos, de 2016 a 2020, foram assassinadas 282 crianças e adolescentes no Estado, também sendo a maioria das vítimas na faixa etária de 15 a 19 anos.

Segundo a Unicef, crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, praticada por um agressor conhecido, em crime cometido dentro de casa, por pessoas próximas.

Já os adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência urbana e do racismo, em crimes predominantemente com uso de arma de fogo e autor desconhecido.

Em todas as idades, as principais vítimas de mortes violentas são os meninos negros e uma porção significativa das mortes ocorre por intervenção policial.

Brasil

Em todo o Brasil, entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos de forma violenta no Brasil, uma média de 7 mil por ano. 

Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual, uma média de 45 mil por ano.

“A violência contra crianças e adolescentes é um problema grave, que precisa ser cada vez mais discutido por nossa sociedade. São vítimas dentro de suas próprias casas enquanto são pequenas e sofrem com a violência nas ruas quando chegam à pré-adolescência", diz Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

"O Poder Público precisa encarar a questão com seriedade e evitar que mais vidas sejam perdidas a cada ano”, concluiu Samira.

Correio do Estado MS - Glaucea Vaccari

Ceres

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