TAVEL
Logo Diario X
Aqui tem a Verdadeira Notícia
07 de dezembro de 2021
35º 24º
Coxim/MS
33º 23º
Campo Grande/MS
21º 15º
São Paulo/SP
27º 19º
Brasília/DF

Esado MS

Duas novas espécies de peixes foram encontradas no Rio Taquarizinho em Alcinópolis

22 ABR 2021Por Emilly Constanci19h:23

Os peixes descobertos são espécies de pequeno porte, com no máximo 3 cm de tamanho. Ambas são bagres: uma delas é um banjo e a outra um candiru.

O que chama a atenção para esses registros não é só o fato de serem novas e encontradas somente no rio Taquari, mas seus parentes mais próximos são peixes amazônicos. No caso do banjo, as espécies de seu gênero (Ernstichthys) nunca foram encontradas fora da Amazônia, e seus registros sempre foram associados a regiões de grande altitude, próximos aos Andes. Já o candiru, é do gênero Paracanthopoma, que também só é encontrado na Amazônia.

Os pesquisadores, Fernando Cesar Paiva Dagosta UFGD e Mário de Pinna da USP estudaram essas espécies e descobriram que provavelmente elas chegaram ao rio Taquari durante a formação do Pantanal, em um evento geológico de afundamento da região. Com isso, os rios mudaram seus cursos, e rios que antes drenavam para a Amazônia começaram a drenar para a bacia do Paraguai, carregando com eles alguns peixes amazônicos. Assim, a presença dessas espécies no rio Taquari é um retrato de um processo antigo da formação do Pantanal.

As espécies até agora são conhecidas apenas do rio Taquarizinho e precisam ser preservadas e valorizadas como elementos exclusivos da fauna do Mato Grosso do Sul. Embora uma das espécies descritas seja um candiru, cujos primos amazônicos são temidos por invadir os orifícios genitais de banhistas, o candiru encontrado no rio Taquari não oferece nenhum perigo. Até hoje não há nenhum registro de espécies do seu gênero causando problemas aos seres humanos.

Como todos os candirus, o espécime encontrado é um peixe-vampiro, que se alimenta de sangue de peixes maiores através de ferimentos que ele faz nas brânquias desses animais. Já o banjo se alimenta de larvas de pequenos insetos que encontra no fundo dos rios.

Gazeta Pantaneira  - Da Redação com informações ASCOM PMA

Ceres

Leia Também