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28 de setembro de 2026
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Mato Grosso do Sul

Calor extremo faz Estado suspender atividades físicas nas escolas de MS

Orientação também prevê água com frequência, menos exposição ao sol e atenção a sinais de mal-estar

28 SET 2026Por Redação/VS 15h:02

As altas temperaturas fizeram a SED (Secretaria de Estado de Educação) reforçar os cuidados dentro das escolas estaduais de Mato Grosso do Sul. Um alerta enviado às unidades na manhã desta segunda-feira (28) orienta, entre outras medidas, a suspensão de atividades físicas durante os períodos de calor intenso.

Campo Grande também criou um protocolo específico para as questões climáticas, com duração de 180 dias, enquanto durarem os efeitos do el niño, fenômeno que aumenta temperaturas na região e causa chuvas intensas no Sul do Brasil.

A recomendação do Governo do Estado vale enquanto as temperaturas elevadas representarem risco ao bem-estar de alunos e trabalhadores das escolas. Além de interromper exercícios físicos, as unidades devem evitar atividades que mantenham estudantes e servidores expostos ao sol por períodos prolongados.

A hidratação também deve ganhar atenção especial. A orientação é incentivar os alunos a beber água várias vezes durante o período em que permanecerem na escola, sem esperar necessariamente a sensação de sede.

Dentro das salas e demais espaços da unidade, a recomendação é dar preferência aos locais mais frescos e ventilados. Onde houver climatização, esses ambientes devem ser priorizados. Espaços fechados, cheios e com pouca circulação de ar devem ser evitados.

Nas salas atingidas diretamente pelo sol, cortinas e persianas podem permanecer fechadas para diminuir a entrada de radiação e ajudar a reduzir o aquecimento do ambiente.

As medidas não são inteiramente novas. Segundo a SED, o alerta reforça procedimentos preventivos que já haviam sido estabelecidos para períodos de ondas de calor, principalmente aqueles relacionados à hidratação, ventilação e identificação rápida de sintomas.

Para os adolescentes, porém, ficar sem Educação Física não é exatamente uma boa notícia. No 3º ano, Julia Lima, de 16 anos, não esconde a frustração por perder temporariamente as atividades, embora reconheça a necessidade da medida. "É muito ruim, fico triste sem Educação Física. Mas a gente sabe que está muito quente e não tem como fazer", afirma.

Para enfrentar o calor durante o restante do período escolar, Julia já incluiu um item diferente entre os materiais que carrega diariamente: um leque. "Quando começa a ficar quente, já coloco o leque na bolsa", conta. Quem não tem um por perto improvisa. Segundo a estudante, algumas colegas recorrem aos próprios cadernos para se abanar.

A estudante Amanda Paes, de 16 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio, conta que sente no próprio corpo as mudanças bruscas de temperatura dos últimos dias. "Essa mudança de temperatura é muito cansativa. Quem tem imunidade baixa, como eu, sempre fica doente, gripado", relata.

A colega Maria Eduarda Sucker, de 17 anos, também do 2º ano, reclama principalmente da alternância entre temperaturas. "Com essa mudança, a gente fica muito confuso. Uma hora está frio, uma hora está quente. Não gosto do calor", diz.

Aviso de sala em sala 

O diretor da unidade, Marcio Beretta Cossato, afirma que a escola já vinha se preparando para as altas temperaturas, mas reforçou os cuidados depois de receber o comunicado nesta segunda-feira. "Já estávamos preparados, mas hoje chegou esse comunicado e passamos de sala em sala falando da necessidade de hidratação", explica.

A suspensão das atividades físicas não significa que os estudantes ficarão sem aula no período. Segundo o diretor, a escola pretende substituir os exercícios por outras propostas dentro das salas enquanto permanecer a orientação. "No lugar da Educação Física, vamos fazer outras atividades em sala", afirma.

Atenção aos sinais do corpo

Além de tentar reduzir a exposição ao calor, professores, funcionários e estudantes devem ficar atentos a sintomas que podem indicar que o organismo está sofrendo com a temperatura elevada.

Tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça, cãibras e desmaios estão entre os sinais destacados no alerta enviado às escolas.

Se alguém apresentar mal-estar, a primeira orientação é retirar a pessoa do ambiente quente e levá-la para um espaço fresco e ventilado. Também deve ser oferecida água. Quando se tratar de aluno menor de idade, os pais ou responsáveis precisam ser avisados.

Caso os sintomas sejam graves ou indiquem uma situação de emergência, a escola deve procurar atendimento especializado. O Corpo de Bombeiros Militar pode ser acionado pelo telefone 193 e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), pelo 192.

Cuidados simples ajudam durante o calor

Além das determinações direcionadas às escolas, algumas atitudes individuais ajudam a enfrentar dias muito quentes. Manter uma garrafa de água por perto facilita a hidratação ao longo do dia, principalmente para crianças e adolescentes que podem passar horas envolvidos nas atividades escolares sem lembrar de beber água.

Roupas leves e adequadas ao ambiente também ajudam o corpo a lidar com temperaturas elevadas. Nos momentos em que for necessário permanecer ao ar livre, a exposição direta ao sol deve ser reduzida sempre que possível, especialmente nos períodos mais quentes do dia.

Outro cuidado é não ignorar sintomas. Dor de cabeça, tontura ou fraqueza durante um dia de calor intenso não devem ser encaradas simplesmente como incômodos passageiros. Na escola, o estudante deve avisar imediatamente um professor ou outro funcionário caso comece a se sentir mal.

O mesmo vale para colegas que apresentem comportamento diferente, fraqueza ou dificuldade para permanecer em pé. A orientação da SED é agir rapidamente, levando a pessoa para um ambiente mais fresco e observando a evolução dos sintomas.

CGNEWS

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