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Capivara invade clínica e é flagrada tomando banho em piscina em MS; veja o vídeo

27 NOV 2019Por Redação08h:01

Uma capivara foi flagrada tomando banho em uma piscina do prédio de uma clínica na manhã da última sexta-feira (22), em Campo Grande/MS.

De acordo com funcionários, o animal mergulhava e procurava se refrescar por conta do calor

De acordo com a Polícia Militar Ambiental (PMA), a capivara é de médio porte e o resgate demorou cerca de 30 minutos. Ela foi levada para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras).

Segundo uma funcionária, que não quis ser identificada, disse que o responsável pela limpeza da piscina teve que esperar cerca de 30 minutos até os militares da PMA retirarem a capivara que nadava tranquilamente no local: "Teve uma hora que ela saiu, andou pelo pátio, e voltou para a água como se ela mandasse na piscina", explicou ao G1.

Conforme a PMA, a capivara pode ter saído de um parque que fica próximo da clínica. Ela apresentou pequenos ferimentos: "Provavelmente ela brigou com outro animal do bando. Por segurança, a levamos para o Cras e ela está muito bem", finaliza o sargento da PMA, N. Silva.

PMA demorou cerca de 30 minutos para retirar capivara da piscina, em Campo Grande/MS Imagem: Redes Sociais

Capivara na UFMS

Há duas semanas, a acadêmica de turismo, Gabriella Emy Oguro, de 22 anos, encontrou uma capivara dentro da sala de aula da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A imagem que foi enviada para um grupo de WhatsApp, em poucos instantes passou a ser compartilhada e viralizou nas redes sociais.

De acordo com a estudante, o bloco onde estuda fica ao lado do Lago do Amor, que é uma área verde da universidade com um lago onde é frequente ver capivaras e jacarés. "Ali perto tem bancos com essa vista para o lago, é um lugar legal e que traz muita paz. Além disso, também é bem fresco. Estava bem calor naquele horário, o ar-condicionado ficou ligado horas antes e acho que por isso ela estava ali. Nós já temos a capivara como nossa mascote", comentou.

O professor na área de ecologia e pesquisador do Instituto de Biociências da UFMS, Luiz Gustavo de Oliveira Santos, ressaltou que existem dois grupos familiares de capivaras ao redor da universidade. "São cerca de 80 animais no qual fazemos exames veterinários, colocamos brinco vermelho na orelha, como é o caso desta capivara que foi flagrada pela estudante. A gente marca, conta, coloca GPS e por isso sabemos tantos detalhes, assim como é feito em outros parques da cidade, como o das Nações, o Sóter e o Anhanduí", afirmou.

Conforme Santos, a "visita" do animal em sala de aula não é algo comum. "A convivência com os alunos é muito boa e eles respeitam, porém, não é algo que ocorre com frequência, principalmente porque as capivaras possuem hábitos noturnos. Elas ficam em dois grupos que não se misturam, uma ao lado do lago e a outra em outra parte da mata dormindo. Durante a noite, quando o fluxo de carros é menor, elas saem", ressaltou.

Fonte: Flávio Dias, G1 MS

 
  • Foto: Gabriella Oguro/Arquivo Pessoal
  • Foto: Gabriella Oguro/Arquivo Pessoal
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