Diário X

16 de fevereiro de 2020
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Artigo

Vivências e Experiências de um trabalho de campo em Coxim/MS

Paulo Ricardo Trussardi Maia é jornalista e acadêmico de Enfermagem da UFMS. Membro convidado do projeto para registrar o trabalho de campo dos discentes e professores no município de Coxim/MS

13 FEV 2020Por Redação20h:12

Resumo

O presente artigo apresenta o trabalho de campo realizado pelos futuros historiadores e geógrafos dos cursos de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus Coxim/MS (UFMS-CPCX) e Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). As atividades aconteceram entre os dias 28 e 30 de junho de 2019, com registro fotográfico realizado pelo autor.

Palavras-chave: Trabalho de Campo; História; Geografia; Interdisciplinaridade.

Introdução

O trabalho de campo é uma das mais importantes atividades acadêmicas na formação dos estudantes do curso de geografia e história. Através das vivências e experiências os futuros profissionais adquirem o conhecimento que não é lido, não é contado, é experimentado.

Mas antes de partir para o trabalho de campo, ocorre o contato com a teoria, através das disciplinas em sala de aula, uma etapa importante, pois prepara um olhar clínico e sistêmico dos discentes para a observação e análise em campo.

Para facilitar o entendimento do artigo, fez-se inicialmente uma revisão sobre interdisciplinaridade, entre a história e a geografia. Na sequência um breve histórico do município de Coxim que fica localizado em Mato Grosso do Sul. Por fim, detalhes das atividades e locais visitados nos três dias do projeto com suas caracterizações e o registro fotográfico.

Interdisciplinaridade

A História, considerada como campo de produção de conhecimento, já perfaz mais de um século de fortes relações interdisciplinares com a Geografia. À parte o fato de se ter o “homem” e as sociedades humanas como objeto de estudo em comum – por ser este o universo obrigatório de estudo partilhado entre a História e a Geografia Humana – pode-se dizer que o Espaço é o grande mediador das relações entre estas duas disciplinas irmãs. Em que pese que esta ‘consciência da espacialidade’ seja hoje bem compreendida pela maioria dos historiadores como fator fundamental para a definição da própria História, pode-se dizer, todavia, que esta consciência, já plenamente desenvolvida, foi uma conquista da historiografia do último século. Esta conquista entretece-se com o próprio desenvolvimento da interdisciplinaridade com a Geografia neste mesmo século (BARROS, José D’Assunção, 2010, p. 67-68)

Coxim

É um município da região centro-oeste, situado ao norte do estado de Mato Grosso do Sul, numa região dominada antigamente por índios das etnias Caiapó e Bororó, e também é reconhecido por suas denominações populares de "Capital Nacional do Peixe", "Terra do Pé-de-cedro" e "Portal do Pantanal". Coxim também possui muitos sítios arqueológicos e a rota das monções cruzava pelo município.

Atividades e locais visitados nos três dias do projeto:

Dia 28 (sexta-feira)

Pela manhã, a equipe da UFGD foi recebida pelos membros do projeto da UFMS na tradicional Pastelaria Central do Sr. Valdomiro Altafini, e na sequência, foram levados para Escola Estadual Padre Nunes, mais conhecida como ‘Marcelão’, onde duas salas foram cedidas como alojamento. O 47º Batalhão de Infantaria, “Batalhão Sertanista Domingos Gomes Beliago”, emprestou os colchões para os visitantes.

Logo após, guarnecidos com garrafas de água, todos embarcaram no ônibus da UFMS para as atividades de campo. Conheça um pouco da história de cada lugar visitado:

Cristo Redentor do Pantanal

Um dos pontos turísticos mais importantes de Coxim e da região norte. O acesso pode ser através dos 431 degraus ou por trilhas.

A construção está localizada em uma área particular, no topo de um morro, mas o acesso é livre, sendo destinado para visitação, passeio, contemplação da natureza e para oração.

O Cristo Redentor do Pantanal foi idealizado pelos empresários Pedro Ronny e Evaristo Kohl.

Fotos: Paulo Ricardo

Pedra

Localizada após o Cristo Redentor, na estrada de acesso ao Pantanal. É utilizada para ver o pôr do sol de Coxim. Grupos de amigos aproveitam para levar um violão e o tereré (bebida feita com erva-mate e água gelada).

Fotos: Paulo Ricardo

Praça Pé de Cedro

O “Pé-de-Cedro”, plantado pelo coxinense Zacarias dos Santos Mourão, mais tarde virou uma música de mesmo nome por ele escrita, colocando Mato Grosso [antes da divisão do estado] no mapa musical do País.

Zacarias Mourão nasceu em 1928 e passou a infância na igreja, onde se tornou coroinha ao lado de Padre Chico, que o apelidou de Tió, nome de um pássaro danado.

Com 11 anos, acompanhado do Padre Chico, encontrou um arbusto de pé-de-cedro na beira do rio Coxim, durante uma das várias caçadas que realizava na companhia do sacerdote. O menino resolveu então que iria contribuir para arborização da cidade e acabou plantando a árvore, que ainda se encontra na praça.

Em 1959, durante uma visita a Coxim e ao pé-de-cedro, Zacarias escreveu a canção que viria a ser reconhecida como seu principal trabalho. Na capital paulista, ele pediu a Goiá, um amigo compositor, para dar melodia a letra.

A vida de Zacarias Mourão foi interrompida na madrugada de uma terça-feira, em 23 de maio de 1989. O compositor, na época com 61 anos, foi encontrado morto dentro da casa que residia, localizada no Jardim TV Morena, em Campo Grande/MS.

Ele recebeu uma facada na altura do coração, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante uma cirurgia de emergência. O assassinato, até hoje, não foi esclarecido.

Fotos: Paulo Ricardo

Memorial Henrique Spengler

É um espaço de guarda e de conservação das obras e dos objetos pessoais do artista plástico Henrique de Melo Spengler [1958 – 2003], figura de expressiva atuação nas esferas política e cultural do estado, especialmente nas questões relacionadas à construção identitária sul-matogrossense, tema principal abordado em sua arte.

As gravuras e telas produzidas por Spengler inspiram-se na iconografia Kadiwéu, apresentando-se como uma releitura dos seus padrões geométricos e espirais, das cores recorrentes, além de outros elementos estéticos que fazem referência ao processo histórico desse grupo. Tais indígenas habitaram, e ainda habitam, a região de Porto Murtinho, à sudoeste do estado de mato Grosso do Sul, e os seus antepassados são chamados de Mbayá-Guaicuru.

Também faz parte do Memorial Henrique Spengler o Centro de Documentação Histórica, espaço constituído pelo acervo bibliográfico que pertencera a Henrique e pelos demais materiais impressos relacionados à sua vida pessoal e profissional. Além de artista plástico, era professor de História e foi diretor da Divisão Cultural de Coxim, ocasião em que organizou diversos eventos como a Folia da Bandeira, os tributos a Zacarias Mourão, os carnavais, as moagens, as versões do FORARTE (Fórum de Arte e de Cultura de Coxim), o Concurso Literário Otávio Gonçalves Gomes e a Rota das Monções, dentre outros.

Tais registros se tornaram fontes históricas, permitindo ao pesquisador vislumbrar um momento histórico e as relações sociais envolvidas, as parcerias, os interesses e os conflitos. Nessa perspectiva, o Memorial Henrique Spengler e o Centro de Documentação Histórica buscam um diálogo frequente com a história de Coxim, pensando os documentos que registram o passado a partir de questões presentes, portanto, com um sentido sempre renovado (Texto: Fernanda Santos - Servidora técnica no Memorial Henrique Spengler - Mestre em História/UFU).

Fotos: Paulo Ricardo

Casa do Artesão

A Casa do Artesão de Coxim oferece uma série de opções de artesanato para os turistas que visitam a cidade. Está localizada no centro da cidade, na esquina das ruas Filinto Muller com Antônio de Albuquerque. Nos fundos da casa, os participantes são orientados com algumas dicas sobre as visitas dos dias 29 e 30 (Rota das Monções e Sítio Arqueológico).

Fotos: Paulo Ricardo

Almoço

Se Coxim é considerada a Capital Nacional do Peixe, o almoço só poderia acontecer no Restaurante Cantinho da Peixada, as margens do rio Coxim. A proprietária, Meire Cristiani dos Santos, recebeu a equipe com um super desconto.

Fotos: Paulo Ricardo

Colônia de Pescadores

A Colônia de Pescadores Profissionais Z-2 Rondon Pacheco do município de Coxim possui um prédio localizado na região central da cidade e às margens do rio Taquari, com fábrica de gelo, cozinha, câmara fria, balcões refrigerados, mesas inox, escritório e atracadouro.

O município de Coxim conta com aproximadamente 528 pescadores profissionais, levando em consideração que estes pescadores atuam em regime de economia familiar e que cada família é formada, em média, por cinco pessoas, temos que a pesca é a atividade econômica responsável pela renda de aproximadamente 2.640 pessoas do município.

Fotos: Paulo Ricardo

Casa da Pescadora

A pescadora e ribeirinha Marlene Nunes de Almeida nasceu em 11/08/1953 na cidade de Iepê - São Paulo. É viúva de pescador e mãe de 6 filhos. Atualmente com 66 anos de vida, começou a pescar na adolescência e diz ser apaixonada pelos rios. Pesca há mais de 53 anos em Coxim/MS, local em que vive desde criança.

Ela destaca que presenciou grandes transformações da arte pesqueira, desde o manuseio dos instrumentos até as leis pesqueiras.

Marlene recebeu o grupo com muita alegria em sua residência que tem como paisagem o encontro entre o Rio Taquari e o Rio Coxim.

Todos ficaram encantados, pois ela contou sobre a vida pesqueira nessa região e como criou seus filhos realizando a pesca profissional. No final da sua narrativa, muitos tiveram a oportunidade de dar uma volta com ela pelo rio Taquari.

Fotos: Paulo Ricardo

Museu Parque Temático Histórico do Pantanal

O Museu Parque Temático Histórico do Pantanal foi fundado em 18 de outubro de 2003 e pertence a categoria de museu privado, sem fins lucrativos. Recebeu reconhecimento municipal, estadual e do IPHAN.

17 de março de 2005

Declarado de Utilidade Pública Municipal pelo prefeito Moacir Kohl, através da Lei Municipal 1.215/2005.

22 de fevereiro de 2007

O Museu foi incluído no Cadastro Nacional de Museus, pelo Ministério da Cultura, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

12 de setembro de 2013

Declarado de Utilidade Pública Estadual, de acordo com a Lei nº 153/13 do Processo nº 250/13, proposta pelo Deputado Estadual Junior Mochi, sendo publicado no Diário Oficial do Estado.

A finalidade básica do Parque enquanto museu é promover e articular o turismo e a história regional junto a rede de ensino das instituições educacionais da região, dando apoio aos estudantes.

Todos foram recebidos pelo administrador do parque, o Sr. José Alves Branco Correia, mais conhecido como ‘Zé Português’, que contou sobre as lendas e histórias de personalidades que participaram ativamente na construção da cidade.

Fotos: Paulo Ricardo

Dia 29 (sábado)

No sábado, após o café da manhã, o grupo seguiu para o distrito de Jauru, onde foi realizada pela manhã uma trilha ecológica as margens do rio Jauru e visita ao garimpo artesanal de diamantes.

Após o almoço teve início a expedição de reconstituição de trajetos terrestres e fluviais pela rota das monções.

Garimpo no Jauru

Localizada a 50 quilômetros da cidade de Coxim, a Vila dos Diamantes é um vilarejo antigo de pequenos chacareiros, garimpeiros e pescadores. O acesso ao garimpo acontece através de uma trilha ecológica pela mata ciliar do rio Jauru. No local, garimpeiros antigos contam lendas e causos no cenário original.

Fotos: Paulo Ricardo

Almoço

O almoço aconteceu na própria comunidade anfitriã, na vila dos Diamantes/Jauru, na casa do casal Pedro e Luzia, onde todos saborearam uma deliciosa galinhada caipira preparada com muito carinho.

Fotos: Paulo Ricardo

Rota das Monções

As chamadas monções foram expedições fluviais que, entre a segunda década do século XVIII e a primeira metade do século XIX, mantiveram contato entre a capitania de São Paulo e a capitania de Mato Grosso, no Brasil.

A descoberta de ouro nas regiões do rio Cuiabá foi o que impulsionou as navegações que aumentaram a comunicação com Mato Grosso.

Os caminhos das monções obrigavam os exploradores a navegar mais de 3.500 quilômetros pelos rios das bacias Paraná e Paraguai. Entre elas, havia um pequeno caminho a ser percorrido por terra, em Camapuã, e durante os 14 quilômetros as embarcações eram arrastadas.

O trajeto era feito na seguinte sequência de rios: Tietê, Paraná, Pardo, Camapuã, Coxim, Taquari, Paraguai, Porrudos e Cuiabá.

A partir do rio Paraná, a corrente era quase sempre contrária aos navegantes, quando precisavam utilizar remos. Os rios tinham quedas d'água e outros empecilhos que as vezes obrigavam os navegantes a escaparem das dificuldades por terra, como acontecia em Santana do Parnaíba, onde ficava localizada a parte mais acidentada do rio Tietê, obrigando os exploradores a percorrer a pé um trajeto até Araritaguaba.

Essas dificuldades faziam com que o tempo de viagem variasse entre quatro e seis meses. Os rios entraram em desuso com o declínio na produção das minas e a abertura pela via terrestre, chamada de Caminho de Goiás.

O percurso realizado pelos estudantes, professores e equipe de apoio no rio Coxim, foi organizado em seis embarcações, coordenado pelo piloteiro Manoel Antônio de Souza.

Em várias etapas da viagem, o grupo parava para observar e conhecer os tipos de vegetação e solo, além dos pontos históricos, como as marcas na pedra da Rota Monçoeira.

Todos os futuros historiadores e geógrafos tiveram a oportunidade de vivenciar e experimentar um pouco do que foi a Rota das Monções. O Sr. José Manoel, da fazenda que fica na barra de Jauru, nos concedeu passagem para o embarque.

Fotos: Paulo Ricardo

Dia 30 (domingo)

Pela manhã aconteceu a visita ao sítio arqueológico com o guia José de Paula e depois todos votaram em almoçar mais uma vez no Restaurante Cantinho da Peixada, pois era hora de confraternizar e finalizar o projeto.

Sítio Arqueológico

Atualmente, no município de Coxim, existem diversos sítios arqueológicos de representação rupestre que são de pouco conhecimento público.

A visita aconteceu no sítio MS CX 02, localizado na Fazenda Nordestina, de propriedade de Djalma Florêncio de Souza.

A catalogação dos sítios se iniciou na região norte de Mato Grosso do Sul em julho do ano 1986, durante alguns dias de visita aos municípios de Coxim, pela professora Silvia Moehlecke Copé, a serviço do Núcleo de Arqueologia do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Fotos: Paulo Ricardo

Almoço

Retornamos ao Restaurante Cantinho da Peixada, pois era hora de confraternizar com o fim do projeto. Mas na hora da despedida, não foi um tradicional “adeus”, pois todos estavam comemorando um “até breve”, tendo em vista, que em 2020 o projeto vai continuar entre a UFMS e a UFGD. 

Fotos: Paulo Ricardo

Veja o relato de uma acadêmica da UFGD:

“Meu nome é Helbia da Silva Ortiz, estou no último semestre do curso de Geografia. Sou Indígena da Etnia Guarani-kaiowa.  Irei falar um pouco sobre a aula de campo que tivemos na Cidade de Coxim/MS em 2019. Conhecer a cidade de Coxim, foi uma experiência muito boa, principalmente o contexto histórico da cidade onde antigamente era uma região dominada por índios da etnia Caiapó e Bororó, entre outros. São relatos tristes, mas eu tive a honra de conhecer o lugar e o espaço onde os nossos parentes indígenas viveram. E também não podemos deixar de falar que a cidade tem a sua beleza e paisagens incríveis, como: os rios, pontos turísticos, e também, pela sua denominação popular ‘Capital do peixe’”.

Considerações Finais

O trabalho de campo proporcionou, tanto para os discentes quanto para os docentes, análises das relações entre os fenômenos físicos e humano.

Portanto, a viagem exploratória é uma grande ferramenta metodológica na formação dos futuros profissionais e uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e pesquisas entre os atores envolvidos.

Referências

BARROS, José D’Assunção. Geografia e História: uma interdisciplinaridade mediada pelo espaço. Geografia (Londrina) v. 19 n. 3, 2010.

BENTO, Luiz Carlos; DE SOUZA, Carlos Alberto Coutinho. Sítios Arqueológicos de Representação Rupestre: um campo de possibilidades para a pesquisa histórica em Coxim. MONÇÕES: Revista do Curso de História da UFMS - Campus de Coxim: out.2014/mar.2015 v. 2 n. 2 (2015): Memória e História: possibilidades de investigação.

LEAL, Maikon Cesar Ferreira Santos. O parque temático histórico do pantanal: lugar de memória e de história. Trabalho de Conclusão de Curso. ( http://parquetematicodopantanal.com.br/ )

Memorial Henrique Spengler. ( https://cpcx.ufms.br/memorial )

SERPA, Ângelo. O Trabalho de Campo em Geografia: Uma Abordagem Teórico-Metodológica. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, nº 84, p. 7-24, 2006.

Trabalho de Campo: Geografia e História em Coxim-MS. Edital de Fluxo Contínuo UFMS/PROGRAD nº 57, de 14 de fevereiro de 2019. Protocolo: 66779.706.12164.31052019 Número do processo SEI: 23457.000451/2019-01.

ZANCHETT, Silvana Aparecida da Silva. Histórias, memórias, significações e apropriações: pescadores profissionais de Coxim/MS. Helikon - Revista de História, v. 3, p. 40-57, 2016.

Anexo - Síntese do Projeto

Na produção do conhecimento geográfico o trabalho de campo torna-se um instrumento chave, baseado, sobretudo, na “articulação entre conceitos, teorias e procedimentos metodológicos” (SERPA, p.10, 2006), principalmente, diante da especificidade da ciência geográfica frente às outras disciplinas.

A especificidade da geografia consiste no papel central do espaço, no estudo da dimensão espacial da sociedade e da dimensão social do espaço.

Portanto, através do trabalho de campo da geografia e nesse caso em diálogo com a história, apresentam possibilidades para recortar, analisar e conceituar o espaço em sua dimensão empírica sem perder a totalidade enquanto dinâmica e processo (SERPA, 2006).

Sendo assim, ressalta-se a importância do trabalho de campo na geografia e também da história, como base da pesquisa, do ensino, da extensão e da produção do conhecimento geográfico.

Neste sentido, apresenta-se a principal justificativa da importância do trabalho de campo como ação didático-metodológica para melhoria do processo de ensino-aprendizagem.

A cidade de Coxim/MS foi escolhida pela diversidade de análises possíveis, considerando:

- Relação sociedade e natureza na produção capitalista do espaço;

- Processo histórico de ocupação do território brasileiro pelas Monções;

- Relação de trabalho dos pescadores profissionais, a diversidade geomorfológica e a hidrografia.

Apêndice - Membros do projeto

Coordenadora do projeto: Profa. Dra. Silvana Aparecida da Silva Zanchett (curso de História/UFMS).

Vice coordenador do projeto: Prof. Dr. Alexandre Bergamin Vieira (curso de Geografia/UFGD)

Colaboradores da UFMS: Profa. Dra. Eliene Dias de Oliveira (curso de História), Profa. Dra. Marta Francisco de Oliveira (curso de Letras), Prof. Dr. Renato Jales Silva Junior (curso de História), Me. Fernanda Santos (Téc. Adm.) e o acadêmico Paulo Ricardo Trussardi Maia (curso de Enfermagem).

Colaborador da UFGD: Prof. Dr. Pedro Alcântara Lima (curso de Geografia).

Guias: Turismólogo Ariel Albrecht e Nilo Peçanha Coelho Filho (Vila dos Diamantes e Rota das Monções); José Francisco de Paula Filho (Sítio Arqueológico); Odesvaldo Celestino de Oliveira e Anolino Vieira da Silva (Garimpeiros); Manoel Antônio de Souza, Abel, Adailton, Antônio, Beto, Josué, Remi e Severino (Barqueiros).

Participantes: discentes do curso de história da UFMS-CPCX e do curso de geografia da UFGD.

Fotos: Divulgação do Projeto

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