Acidente
Menina morta atropelada em MS por bicicleta elétrica faria 4 anos: 'Queremos explicação', diz tia
A menina Antonella Vieira, que morreu após ser atropelada por uma bicicleta elétrica em ParanaÃba (MS) no mês passado, completaria 4 anos, dois dias depois da morte, ocorrida em 26 de outubro. A festa já estava marcada, com data e horário divulgados em convite.
A criança foi atingida no rosto pelo joelho de uma adolescente de 14 anos que pilotava a bicicleta. A perÃcia confirmou a causa da morte como traumatismo craniano. Antonella chegou a ser levada ao hospital da cidade, mas não resistiu.
A tia de Antonella, Elenilda Hipólito, lembra com dor do momento. "Ela tava na frente da minha casa, e a gente tava lá, a menina veio muito rápido, pegou todo mundo de surpresa, porque ninguém tava esperando. Até hoje a gente quer achar uma explicação", lamenta.
Legislação
Segundo a PolÃcia Civil, o caso não foi enquadrado como crime de trânsito por falta de legislação especÃfica para bicicletas elétricas. O delegado Gustavo Fernal explicou que se trata de ato infracional análogo ao homicÃdio culposo, quando não há intenção de matar. Ele avalia se houve imprudência, principalmente pelo excesso de pessoas no veÃculo.
A bicicleta usada no acidente foi apreendida. O modelo tem acelerador, bateria e motor, diferente das tradicionais movidas apenas pela força do condutor. Testemunhas relataram que a adolescente costumava usar o veÃculo com frequência e levava mais passageiros do que o permitido.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) exige alguns itens obrigatórios para bicicletas elétricas, como velocÃmetro, campainha, sinalização noturna, retrovisor e pneus em boas condições. Mas não cobra habilitação, emplacamento, registro nem estipula idade mÃnima para pilotar.
Para Marcelo Vieira dos Santos, presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), a lei é omissa. "Deveria ter idade mÃnima e exigir habilidade para conduzir um veÃculo elétrico, que pode alcançar até 32 km/h. Nesse quesito, a legislação é falha e deveria ser regulamentada."
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção de bicicletas elétricas no paÃs cresceu 168% em um ano. Em ParanaÃba, elas são comuns nas ruas.
A famÃlia de Antonella pede mudanças na lei. "Que tenha uma lei que organize o jeito certo pra não acontecer com mais ninguém isso. Eu não quero que outra mãe passe a dor que a gente tá passando."
g1 MS


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