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26 de março de 2019
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Polícia

Pedreiro diz que apedrejou garota até a morte após saber que vítima tinha HIV

Rachou o crânio da adolescente

16 MAR 2019Por Redação/TR12h:05

Felipe Castro de Souza, de 24 anos, pedreiro acusado da morte da adolescente de 15 anos, Karoline Estefani Moraes Gomes disse na manhã de sexta-feira (15) durante seu julgamento, em Campo Grande, que teria perdido a cabeça quando a garota contou a ele que era portadora de HIV.

O crime aconteceu em junho de 2018 e desde, então, Felipe está preso. Em depoimento, o pedreiro contou que no dia do assassinato Karoline teria feito ameaças de contar a traição a namorada dele, que morava em Dourados. Mas, o que teria feito ele dar duas pedradas na cabeça da garota – o crânio dela rachou com a violência – seria o fato de ela falar a ele que era portadora do vírus HIV.

Eles haviam acabado de manter relações sexuais, sem preservativo, quando a adolescente teria revelado a doença a ele. “Neste momento perdi a cabeça, só pensava na minha saúde”, falou Felipe.

Felipe ainda contou que Karoline queria manter um relacionamento com ele, mas o pedreiro teria dito a garota que tinha uma namorada e que ela estava grávida. Segundo ele, a vítima teria se sentido usada e tentou agredi-lo com tapas, mas ele a segurou pelo pescoço a empurrou para o chão.

As pedradas na cabeça vieram em seguida, quando Karoline revelou a doença. Os dois se conheciam a algum tempo e Felipe mantinha esporadicamente, como ele disse em depoimento, relações com a garota.

No dia do crime, os dois estavam em uma festa e todos ingeriram bebidas alcoólicas e ele ainda teria consumido drogas na casa. Na versão que apresentou à polícia na época do crime, Felipe disse que os dois saíram do local de bicicleta e foram até o matagal, no Jardim Tijuca, onde o corpo foi encontrado, e lá mantiveram relações sexuais.

Segundo o ajudante, o sexo teria sido consensual, mas a polícia não acreditou na versão. Após o ato sexual, a garota teria dito ao autor que ela queria que namorassem e que, se ele recusasse, iria procurar a namorada dele para contar sobre a traição. Ainda segundo o depoimento do ajudante de fazenda, a adolescente teria dito a ele que era portadora do vírus HIV.

Enfurecido, o autor disse que asfixiou a vítima e em seguida deu pedradas na sua cabeça, deixando seu rosto desfigurado. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os dois deixam a casa.

Fonte: Midiamax - Thatiana Melo e Mariana Rodrigues

 

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