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16 de junho de 2019
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Polícia

Mulheres são mortas com requinte de crueldade

Em menos de três meses já são oito casos de feminicídio no Estado

12 MAR 2019Por Redação/TR22h:03

Em menos de três meses, oito mulheres foram assassinadas em Mato Grosso do Sul, vítimas de feminicídio. Somente em Campo Grande, no mesmo período, são dois casos. O que tem chamado a atenção da polícia é o requinte de crueldade com que esses crimes foram cometidos. Menos de  24 horas após uma professora ter sido morta em Corumbá, com 36 facadas, em Caarapó uma outra mulher morreu após o marido ter passado duas vezes com as rodas do carro sobre ela.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), durante todo o ano passado aconteceram em Mato Grosso do Sul 32 casos de feminicídio. Em Campo Grande, conforme estatística, nos 12 meses foram registrados sete episódios.

ATROPELAMENTO

Em Caarapó, na noite de domingo, Ivanete Sampaio Tanan, 37, morreu após ser atropelada pelo marido,Thiago Belatorres, 29. O crime ocorreu depois de uma festa de aniversário da sobrinha de Thiago, realizada em uma chácara da região. Eles passaram o dia na festa e à noite foram de carro levar presentes para a casa da tia dele.

Thiago queria retornar para a festa, mas a mulher não gostou, iniciando entre eles uma discussão. A mulher teria saído do carro, uma picape Montana, sendo atropelada na Rua Fernando Correa da Costa, na Vila Planalto. Thiago alegou que não viu a mulher perto e acabou a atingindo por acidente ao sair de ré. Ao perceber que havia atropelado, engatou primeira para sair de cima do corpo. Mas testemunhas relataram que ele passou sobre ela de forma proposital e que dava a ré e depois saia em primeira, passando sobre o corpo no mínimo duas vezes. Ivanete morreu no local.

36 FACADAS

Em Corumbá, na madrugada de domingo, a professora Nádia Sol Neves, 38, foi assassinada com 36 golpes de faca, pelo ex-companheiro Edevaldo Costa Leite, 31, que não aceitava o fim do relacionamento. O corpo da vítima foi transferido para Campo Grande e sepultado na manhã de ontem. Tanto em Corumbá quanto na Capital houve protesto. Várias pessoas vestiram roupas pretas, em sinal de luto, e também para pedir respeito e mais rigor do Poder Judiciário em relação aos autores de feminicídio. Na cidade, além da morte da professora, houve outro caso em que uma mulher sobreviveu depois de ser agredida a facadas e com uma pedra.

Fonte: Correio do Estado – Thiago Gomes

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