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17 de dezembro de 2018
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Trump diz que acordo com Reino Unido após Brexit é possível e nega crítica a May

13 JUL 2018Por Redação/OJ14h:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13), que um acordo comercial com o Reino Unido após o Brexit é possível e negou ter criticado a premiê britânica, Theresa May.

Ele disse que o que May fizer na condução do processo de saída do Reino Unido da União Europeia está bom para os Estados Unidos, adotando um tom bastante diferente do utilizado por ele na polêmica entrevista concedida ao tabloide britânico "The Sun".

"Eu não sei o que eles vão fazer, mas o que você fizer está ok para mim. Essa decisão é sua. O que quer que você faça está tudo bem conosco. Apenas certifique-se de que podemos negociar juntos. Isso é tudo que importa", declarou após encontro com May, na casa de campo dela, em Chequers.

Na entrevista publicada pelo "The Sun", Trump afirmou que o plano de May para o Brexit "provavelmente pode matar" um acordo de livre-comércio entre o Reino Unido e os EUA. "Se aprovarem um acordo como esse, estaríamos tratando com a União Europeia no lugar de com o Reino Unido, e isso provavelmente pode matar o acordo", declarou ao jornal.

Após o encontro com Trump nesta sexta, May afirmou que Londres e Washington vão buscar um acordo de livre comércio "ambicioso".

Críticos afirmam que o plano de May dá a entender que Londres espera manter laços estreitos com o bloco, com ênfase em uma área de livre comércio, e já encontrou uma forte oposição dentro do próprio partido da premiê. Após tomar conhecimento da versão final do plano, dois ministros pediram para se afastar do governo: o que negociava o Brexit, David Davis, e o de Relações Exteriores, Boris Johnson.

'Fake news'

Trump afirmou que a entrevista ao "The Sun" não incluiu comentários positivos que ele fez sobre a premiê britânica.

"Eu não critiquei a primeira-ministra. A entrevista publicada em geral foi boa, mas não incluiu coisas positivas que eu disse sobre May. Felizmente, nós gravamos as conversas com repórteres. Isso é chamado 'fake news' [notícias falsas]", declarou Trump em entrevista coletiva, ao lado de Theresa May.

Na entrevista ao tabloide, o presidente americano também comentou a saída de Boris Johnson. O presidente declarou que o ex-ministro era um grande representante do Reino Unido e que espera vê-lo de volta ao governo em breve. "Ele daria um ótimo primeiro-ministro", opinou.

Além disso, acusou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, de ter feito um trabalho "terrível" contra o terrorismo, em uma referência, sem a menção direta, aos atentados de 2017.

Os comentários de Trump ao "The Sun" dominaram a mídia britânica e receberam críticas de diversos políticos. O ministro para Universidades, Ciência e Pesquisa, Sam Gyimah, questionou as declarações do americano. "Onde estão seus modos, sr. presidente?", afirmou no Twitter.

Chá com a rainha e protestos

Com os principais eventos da agenda fora de Londres, Trump tenta evitar os protestos com que foi recebido no Reino Unido. Porém, após a reunião com May, Trump seguirá para o castelo de Windsor, onde se encontrará com a rainha Elizabeth para um chá.

Boneco inflável do presidente dos EUA Donald Trump é visto perto das torres de Westminster Abbey em Londres, na Inglaterra, durante um protesto contra a visita de Trump ao país (Foto: Tolga Akmen/AFP)

Nesta manhã, manifestantes usaram um balão inflável gigante que representa Trump como um bebê durante um protesto na frente do parlamento. O balão de seis metros é laranja, tem braços curtos, um topete e está de fralda. Manifestantes também fizeram uma marcha, chamada 'Stop Trump', em que criticavam o chefe de estado americano.

Marcha feminina de 'Stop Trump' passa por ruas de Londres nesta sexta-feira (13) (Foto: Jeff Schaeffer/AP)

Ainda nesta sexta, ele e Melania viajarão à Escócia para uma visita privada, na qual espera-se que compareçam aos empreendimentos de golfe que Trump tem na região.

Acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, o presidente chegou a Londres na quinta-feira (12). À noite, ele participou de um jantar com a líder conservadora e um grupo de empresários na mansão campestre de Blenheim, onde nasceu o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

Fonte: G1/globo

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