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AUXÍLIO EMERGENCIAL: "ATÉ TU, BRUTUS"?

24 JUN 2020Por Redação09h:00

Marcus Brutus era filho adotivo do imperador romano Júlio César. A tão conhecida frase foi dita pelo pai ao ver o filho entre seus assassinos e representa justamente a ideia de surpresa, de espanto, de indignação e revolta.

É o que tem acontecido com a publicação da lista de pessoas beneficiadas com o Auxílio Emergencial do Governo Federal devido à pandemia do coronavírus

A surpresa foi de quem viu o seu nome divulgado, pois jamais imaginava que isto viesse acontecer e de quem tem visto os beneficiados - que em tese - alguns não deveriam ter recebido a ajuda governamental, segundo publicações em redes sociais.

Em Mato Grosso do Sul, a imprensa tem divulgado que receberam o benefício: Empresários, servidores públicos, produtores rurais, militares, padres, bispos, bispas, jornalistas, blogueiros, prefeita do Paraguai, fazendeiros, aposentados abonados, presidiários, foragidos, assassinos, parentes de políticos milionários, advogados, trabalhadores com carteira assinada, mulher e filha de ex-deputado estadual e federal e atual vice-prefeito, donos de emissoras de rádio, esposas de vereadores, donos de supermercados, entre outros. 

Os casos dos beneficiados com R$ 600,00 ou R$ 1.200,00 viraram escândalos em várias cidades e viralizaram pelo Estado, principalmente nos municípios de pequeno e médio porte - onde -  como dizem: "Todo mundo conhece todo mundo"

Alguns contemplados com o recurso federal estão anunciando a devolução. No entanto, em sua maioria, só resolveram tomar essa medida após a relação ser divulgada pela imprensa e pelos grupos de WhatsApp de cada Município, que tem exercido forte poder de pressão sobre os beneficiados irregularmente.

O pior de toda essa situação, é que pessoas realmente necessitadas continuam enfrentando dificuldades, pois mesmo se cadastrando no programa, não teriam recebido o benefício financeiro, que está sendo concedido com o objetivo de fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus (covid-19).

Que a justiça seja feita, mas que não se cometa injustiças

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