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21 de novembro de 2018
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Polícia

Menina que ficou grávida do pai e 'rejeitou' bebê em MS melhora com tratamento: 'Dorme juntinho com ela'

Escolha da vítima de abusos foi de ficar com a menina, que nasceu aos 7 meses, em Anastácio, a 128 km de Campo Grande.

8 NOV 2018Por Redação/TR12h:15

Quartinho pronto, acompanhamento psicológico e uma melhora expressiva, após pouco mais de um mês do nascimento da filha. A rejeição, durante a gravidez, ganhou "novos ares" e o que a equipe vê é uma mãe que dorme juntinho com a filha, está bem carinhosa e inclusive demonstra até ciúmes, quando ficam muito tempo com o bebê no colo.

"Ela recebeu carrinho, colchão, berço e bastante leite, já que não conseguiu amamentar a menina. A equipe toda está muito contente com a evolução da adolescente. Sobre o agressor, nem tocamos no assunto. Hoje, digo que ela não tem mais pensamentos ruins, está bem melhor. Está risonha, carinhosa e até ciumenta, quando brinco muito tempo com a menina", afirmou ao G1 a assistente social Débora Lubas.

Até o momento, a equipe havia optado em fazer visitas diárias. "Ela possui uma vida humilde, vive em um pequeno espaço e as doações ajudaram demais, principalmente do leite agora. Inclusive, recebemos ligações e ajuda de pessoas de outros estados. É lindo ver ela bem, dorme juntinho do bebê. Com o tempo, as visitas passarão a ser semanais", ressaltou Lubas.

No dia 20 de setembro, uma ligação da adolescente, no Conselho Tutelar, mudou o rumo do que parecia inevitável. A escolha da vítima de abusos do próprio pai, no entanto, foi de ficar com a menina. O bebê nasceu aos 7 meses, em Anastácio, a 128 km de Campo Grande.

Parto prematuro

O bebê nasceu no Hospital Regional Doutor Estacio Muniz, no bairro Guanandy. Durante as visitas assistenciais, os envolvidos que acompanham o caso perceberam que "ora ela se encantava, ora não queria a menina, já que ainda estava confusa e não aceitando a gestação", de acordo com Carmo.

Caso à tona

Maria Luiza Rivas também ressaltou que o caso "só veio à tona" porque a barriga da vítima já estava grande, aparentemente entre o 3° a 4° mês de gestação.

"Nós fomos acionados pela PM [Polícia Militar], para ir até a 1ª delegacia e averiguar as informações da menor. Ela estava ao lado da irmã mais velha, que inclusive está a ajudando nas consultas médicas e pediu a guarda da menina. No depoimento do dia 5 de julho, deste ano, a menina falou que a mãe ia para a cidade resolver problemas, quando ele a levava para o quarto dele e cometia os abusos", falou em entrevista recente.

Prisão preventiva

O auxiliar de serviços gerais, de 36 anos, comentou que os abusos sexuais ocorriam quando a vítima levava almoço para ele na fazenda, além das vezes em que "arrumava uma situação", na qual a mãe ia para a cidade e, em muitas situações, pernoitva em Anastácio.

Antes da prisão no dia 31 de agosto, o delegado Jackson Frederico Vale, responsável pelas investigações, comentou que uma testemunha esteve na delegacia, ressaltando que ele recebeu uma medida cautelar do juiz, para se afastar da menina. Além de rasgar o documento, o suspeito comentou que fugiria e por isso foi pedida a prisão preventiva. Ele foi preso em uma aldeia.

O criminoso deve responder por estupro de vulnerável, que é um crime considerado hediondo, com pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão. Ele ainda possui o agravante da ameaça, com pena que seis meses, além de multa.

Por Graziela Rezende, G1 MS

 

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