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11 AGO 2018Por Redação/TR01h:01

Uma comissão do Ministério do Turismo vai a Corumbá –a 419 km de Campo Grande– na próxima semana para avaliar as melhores práticas de divulgação do Forte Coimbra, que Marun disse ter a candidatura a Patrimônio Cultural da Humanidade aprovada. A informação foi dada pelo ministro Carlos Marun (Governo), durante evento para apresentação da linha de financiamento Produtor + Turismo na sede do Sebrae-MS (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul), na Capital.

“Isso vai trazer uma grande repercussão para Mato Grosso do Sul, vamos montar uma comissão especial para avaliar as melhores práticas de divulgação desse ponto turístico para que consiga obter o título”, explicou Marun”.

O título de Patrimônio Cultural da Humanidade é concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). As tratativas para concessão do título ao forte avançaram no ano passado.

Construído em 1775 na margem direita do rio Paraguai, entre Corumbá e Porto Murtinho, o Forte Coimbra foi destruído por um incêndio e reconstruído em 1801. Está localizado entre morrarias pouco acima do marco da tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai, sendo construído como forma de demarcar a soberania portuguesa na região.

No ano de sua reconstrução foi alvo de ataques de uma força com 600 homens liderada pelo governador do Paraguai, D. Lázaro de Ribera. O efetivo de 42 homens resistiu por dez dias sob o comando de Ricardo Franco –conseguindo escapar rumo a Corumbá e Cuiabá depois que os inimigos avistaram uma imagem de Nossa Senhora do Carmo sobre o muro e suspenderam a investida.

Depois, durante a Guerra do Paraguai, o forte foi novamente atacado, desta vez por uma força de 3,2 mil homens armados sob o comando de Solano Lopez. No segundo dia da campanha, um soldado mostrou a imagem da santa, levando os inimigos a suspenderem o fogo e permitirem a fuga dos sobreviventes. Nossa Senhora do Carmo é a padroeira de Forte Coimbra, sendo homenageada com uma festa em 16 de julho.

A unidade militar foi tombada pelo Ministério da Cultura em 1975, ano de seu bicentenário, graças à seu valor arquitetônico e histórico. Também é o marco central de uma comunidade de 200 pessoas.

Fonte: Correio do Estado – FolhaPress

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