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Homem perde R$ 15 mil em golpe ao tentar conseguir emprego de entregador em MS

19 AGO 2026 • POR Redação/EC • 17h12
Homem perdeu R$ 15 mil em golpe ao tentar emprego em Campo Grande Foto: Jcomp/Freepik

Um homem de 55 anos perdeu cerca de R$ 15 mil após cair em um golpe enquanto tentava conseguir trabalho com o próprio veículo para fazer entregas. Segundo a vítima, foram feitos diversos pagamentos ao longo de aproximadamente um mês, com a promessa de que os valores seriam necessários para o credenciamento e o início das atividades.

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado nesta quarta-feira (19), o homem pesquisava na internet por empresas que faziam a agregação de veículos para serviços de entrega. Durante as buscas, encontrou uma suposta empresa e entrou em contato por mensagem para saber mais sobre a oportunidade.

O homem passou por um suposto processo de credenciamento e enviou documentos pessoais, como RG, CPF, CNH e comprovante de residência, além de informações bancárias e dados do veículo. Durante as conversas, uma pessoa que se identificava como representante da empresa passou a orientá-lo sobre os procedimentos.

Golpe começou com suposto aluguel de equipamento

Segundo o relato, a vítima foi informada de que precisaria de um aparelho para fazer a leitura dos produtos que seriam entregues, principalmente medicamentos retirados em depósitos.

Como não teria condições de comprar o equipamento naquele momento, foi oferecida a possibilidade de aluguel. A vítima fez o pagamento solicitado, mas o aparelho nunca foi entregue.

Cerca de dois dias depois, o interlocutor informou que o homem havia sido selecionado para fazer entregas de produtos farmacêuticos, incluindo medicamentos de alto valor. Segundo o boletim, foram citados remédios usados no tratamento contra o câncer e canetas emagrecedoras.

Na sequência, a vítima foi informada de que seria necessário contratar seguros para o veículo e de vida. Segundo ela, a suposta empresa pagaria metade dos custos, enquanto o trabalhador ficaria responsável pela outra parte.

Suposta cobrança do Banco Central

Ainda conforme o registro policial, cerca de três dias depois começaram novas cobranças. A vítima foi informada de que o Banco Central do Brasil teria notificado a suposta empresa por causa dos valores que haviam sido depositados e que seria necessária uma espécie de “autenticação” dos recursos.

Para isso, os envolvidos passaram a pedir novos depósitos. Eles alegavam que os valores já pagos precisariam ser novamente transferidos para que a suposta instituição identificasse a origem e a finalidade do dinheiro.

A vítima afirmou à polícia que não recebeu nenhuma comunicação oficial, documento, protocolo ou notificação do Banco Central sobre a situação. Segundo o relato, todas as informações sobre a suposta exigência foram repassadas exclusivamente pelos interlocutores.

Novas cobranças aumentaram o prejuízo
A cada pagamento, segundo a vítima, surgia uma nova justificativa para a realização de outro depósito. Os envolvidos passaram a alegar, por exemplo, a cobrança de impostos e outras taxas sobre os valores.

Acreditando que o dinheiro seria posteriormente liberado e devolvido, o homem continuou fazendo os pagamentos. No entanto, nenhum valor foi ressarcido ou liberado.

Até o registro da ocorrência, o equipamento prometido também não havia sido entregue, e o homem não chegou a iniciar as atividades de transporte e entrega.

A vítima informou que os interlocutores continuavam fazendo novas exigências e afirmando que os valores necessários para uma suposta “pré-autenticação” haviam aumentado.

O homem entregou à polícia comprovantes dos pagamentos e informou que também possui uma cópia do contrato apresentado pela suposta empresa, além de outros documentos relacionados ao caso.

O caso foi registrado como fraude eletrônica na 7ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.