Polícia

Mulher foge após 3 meses em cárcere privado e ex é preso por violência doméstica em MS

3 AGO 2026 • POR Redação/EC • 20h55
Prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam). Foto: PCMS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu dois homens investigados por crimes de violência doméstica nesta segunda-feira (3), em Campo Grande. Entre os casos está o resgate de uma mulher de 39 anos que foi mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro por cerca de três meses.

A primeira prisão ocorreu em flagrante no bairro Vila Manoel Taveira. De acordo com a polícia, o suspeito, de 38 anos, manteve um relacionamento de três anos com a vítima.

Embora o casal tenha se separado em abril, o homem teria invadido a casa da mulher no mês seguinte e passado a impedi-la de sair do imóvel sob ameaças de morte.

Conforme o boletim de ocorrência, durante o período em que permaneceu em cárcere, a vítima foi submetida a agressões físicas, violência psicológica e estupros recorrentes, principalmente quando o investigado fazia uso de drogas. Ela também relatou que era obrigada a acompanhá-lo durante furtos.

A violência se intensificou na noite de domingo (2), quando o homem teria ameaçado a vítima de morte com um facão e a agredido fisicamente.

Na manhã desta segunda-feira, a mulher conseguiu escapar ao aproveitar um momento de distração do suspeito.

Ela recebeu ajuda de uma motorista que passava pela rua, que a levou até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde denunciou o caso.

O homem foi preso em flagrante pelos crimes de estupro, sequestro e cárcere privado qualificado, lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça, injúria, descumprimento de medidas protetivas de urgência e usurpação de função pública.

Homem usa perfil da filha para ameaçar ex-companheira

Na segunda ocorrência do dia, policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem de 41 anos, no bairro Guanandi.

Segundo a investigação, ele foi casado com a vítima por 20 anos. O relacionamento terminou em julho de 2025 e, no fim do mesmo ano, a Justiça concedeu medidas protetivas em favor da mulher.

Apesar da decisão judicial, o investigado continuou a descumprir a ordem, fazendo ofensas e ameaças de morte contra a ex-companheira.

Ainda conforme a Polícia Civil, para intimidar a vítima, o homem utilizava o perfil da própria filha, menor de idade, em uma rede social. Em ligações, ele afirmava que iria esquartejar a ex-mulher e atear fogo ao corpo dela.

Diante da gravidade das ameaças e do risco à integridade da vítima, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, a pedido da Polícia Civil.

Os dois suspeitos foram encaminhados para a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde permanecem à disposição da Justiça.

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