Economia

Prepare o bolso: conta de luz aumenta 12,11% em MS a partir de quinta-feira, 23 de abril

O impacto financeiro para os consumidores será sentido a partir de maio

22 ABR 2026 • POR Redação/WK • 14h02
Funcionário da Energisa fazendo a leitura da conta de luz. Foto: Divulgação/Concen-MS

A conta de energia vai ficar em média 12,11% mais cara para 1,17 milhão de consumidores de Mato Grosso do Sul. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o percentual por unanimidade durante a 8ª RPO (Reunião Pública Ordinária) nesta quarta-feira (22) e já começa a valer a partir de quinta-feira (23).

No grupo de baixa tensão, o reajuste médio é de 11,98%. Dentro desse mesmo setor, estão as residências que terão aumento de 11,75% e os consumidores rurais, de 12,45%. Aqueles de alta tensão, o reajuste médio foi de 12,39%.

A Energisa registrou faturamento de R$ 5,684 bilhões em 2024. No acumulado de 27 anos, entre 1997 e 2024, a receita soma R$ 170,5 bilhões. O contrato em Mato Grosso do Sul foi prorrogado por mais 30 anos.

A presidente do Concen-MS (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS), Rosimeire Costa, destacou que em maio os consumidores já vão começar a sentir no bolso a mudança.

"Os consumidores na sua grande maioria vão ser impactados a partir de maio. Para quem tem leitura no início de maio, já vai receber. A partir de hoje, a gente já começa a consumir essa energia mais cara", explicou.

Ainda conforme a análise do Concen, o principal fator de pressão sobre as tarifas está relacionado aos encargos setoriais, principalmente aqueles vinculados à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), criado como uma forma de "caixa" para bancar custos como descontos na conta de luz para os baixa renda e subsídios.

As discussões sobre o Reajuste Tarifário Anual de 2026 começaram em novembro do ano anterior. A homologação do novo percentual precisa ser antes da data do contrato, que é dia 8 de abril, o que não ocorreu neste ano.

Anteriormente, o aumento passou para a pauta da reunião do dia 14 de abril, mas foi adiado. Naquele dia, o efeito médio previsto era de 13,22% para consumidores de alta tensão e 12,93% para baixa tensão.

No voto apresentado à diretoria, a área técnica detalhou um pedido de diferimento tarifário de R$ 21 milhões feito pela Energisa. Na prática, isso significa que a empresa acabou não repassando todo esse custo de uma vez na conta.

Com isso, foi reduzido o impacto imediato nas tarifas e transferiu parte dos custos para reajustes futuros, o que deve onerar ainda mais a conta de luz em 2027. Por isso, o reajuste médio caiu de 13,22% para 12,39% e de 12,93% para 12,11%, respectivamente.

Em nota, a Energisa informou que as novas tarifas passam a valer a partir de quinta-feira  (23). A distribuidora também enfatizou o diferimento apresentado.

"[...] Utilização de recursos próprios para reduzir o impacto imediato do reajuste para a população. Destaca-se que a parcela da tarifa que cabe à distribuidora é negativa (-1,68%), possibilitando uma redução para o consumidor".

CGNEWS