'Situação crítica': 35 famílias pantaneiras ficam desalojadas após cheia do Rio Taquari em Coxim
Já na zona urbana, os desalojados iniciam a volta gradual para casa
8 FEV 2026 • POR Redação/VS • 22h16A cheia do Rio Taquari, em Coxim, chega às regiões pantaneiras denominadas Barranqueira, Tapete Verde e Recanto do Sossego neste domingo (8). Com casas alagadas, cerca de 35 famílias ribeirinhas estão desalojadas e equipes da prefeitura enviam donativos de água e comida ao local. Já na zona urbana, os desalojados iniciam a volta gradual para casa.
Ao Jornal Midiamax, o prefeito de Coxim, Edilson Magro (PP), explicou que as águas chegaram à região, que fica cerca de 40 quilômetros abaixo da cidade, entre sábado (7) e domingo (8). “Hoje a situação crítica é no local denominado Barranqueira, pois as águas chegaram. Muitas pessoas desabrigadas lá”, diz Magro.
Nesta manhã, equipes das secretarias de Assistência Social e de Obras e um vereador de Coxim foram visitar a região do Recanto Sossego, onde há dez famílias desalojadas. “Já perderam móveis, roupas e alimentos”, explica o vereador Marcinho Souza (União). O acesso à região é possível apenas de barco e não há sinal de telefonia nem internet. Eles levaram cestas básicas e água potável aos ribeirinhos.
Agora, a comitiva embarcada segue para a região da Barranqueira e Tapete Verde, onde se somam cerca de 25 famílias desalojadas. No local, há cerca de 40 casas alagadas — algumas são ranchos de pessoas que passam temporadas na cidade, mas moram em outros municípios. A enchente destruiu também plantações, que eram o único sustento de ribeirinhos durante a piracema.
A última grande cheia do Rio Taquari ocorreu em 2011. Moradores mais antigos construíram suas casas elevadas e distantes do rio. “Muita gente mudou para cá depois e nunca tinha passado por isso. O pessoal não estava preparado”, explica o vereador Marcinho Souza. Assim, alguns desalojados foram abrigados por vizinhos, que têm a casa construída em local seguro, e outras por familiares.
Retorno à cidade
A prefeitura também acompanha o retorno dos moradores às suas casas na zona urbana de Coxim.
No sábado (7), o prefeito Edilson Magro disse à reportagem que a população enfrentaria um novo desafio, já que, ao voltarem para casa, terão de lidar com móveis danificados, prejuízos estruturais e danos nas ruas, que estão tomadas por buracos. Ele espera que o Governo do Estado dê apoio na reconstrução das áreas afetadas.
Doações
A Prefeitura de Coxim abriu, no sábado (7), uma campanha de doações para as famílias impactadas. Eles arrecadam alimentos da cesta básica, produtos de higiene pessoal, materiais de limpeza e móveis, como fogão, geladeira, cama e guarda-roupa.
Se você estiver em Coxim, pode doar diretamente na Secretaria de Cidadania e Assistência Social (Rua 10 de Dezembro, 268 – Centro). Além disso, é possível entrar em contato com a secretária Venilda Ceconi pelo número (67) 99909-7411. Uma equipe está disponível para buscar donativos.
Nível do Rio Taquari
Conforme a Sala de Situação dos Rios, do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), o Rio Taquari teve leve elevação da cota de 5,05 metros até 5,09 metros durante a madrugada de sexta-feira (6) para sábado (7). Posteriormente, houve gradativa redução da cota para 5,01 metros, às 16h30 de sábado (7).
No domingo (8), o monitoramento do nível do Taquari, disponível na Rede Hidrometeorológica Nacional, mostra que o rio baixou ainda mais e encontra-se fora da cota de emergência. Às 10h30, o nível registrado foi de 4,72 metros. Ou seja, 29 centímetros abaixo do nível preocupante.
Na quarta-feira (4), o Imasul emitiu aviso de evento crítico, indicando situação de emergência, para o nível do Rio Taquari, em Coxim. Naquele dia, a água já estava muito próxima à cota de inundação, com potencial de provocar danos materiais significativos e riscos à integridade dos ribeirinhos.
Midiamax