Injeção aplicada em bebê que morreu em MS tinha dose 900% acima da receitada
29 AGO 2025 • POR Redação/EC • 12h43O resultado do laudo realizado após a exumação do corpo da bebê de 9 meses que morreu em um hospital de Paranaíba, a 407 quilômetros de Campo Grande, apontou erro na dosagem da aplicação do dipirona na criança. O caso ocorreu em abril deste ano.
A mãe disse ao Jornal Midiamax que o laudo trazia que a dosagem que deveria ser aplicada na filha seria de 0,2 ml, mas foi aplicado na bebê 2 ml de dosagem, sendo 900% a mais do que a recomendada. “Era para ter diluído no soro, porém ela injetou direto na veia da nenê. Agora tem que aguardar o processo”, disse Letícia Marinho, mãe da bebê.
Letícia ainda falou sobre a dor e indignação do que ocorreu com sua filha. “Decepcionada de saber que alguém que nem podia estar atuando sozinha, pois é uma técnica de enfermagem, tem o risco de não sofrer nenhuma punição e de saber que a minha filha nunca mais vai voltar.”, falou.
“Hoje faz 4 meses que ela se foi e até agora os culpados não pagaram pelo que fizeram e não perdeu o direito de trabalhar enquanto a gente sofre todos os dias a falta que ela faz.”, falou Letícia.
‘Minha filha morreu devido a uma injeção’
Durante entrevista ao Jornal Midiamax na época da morte da bebê, a mulher afirmou que a bebê morreu devido a uma injeção aplicada. “A minha filha morreu de uma parada cardíaca decorrente de um medicamento que eles aplicaram nela. Então eu optei por não fazer o atestado de óbito dela, enquanto não mudasse aquilo, então fomos até a polícia orientadas pelo delegado para fazer a mudança desses papéis”, falou.
Ainda segundo o relato dela, não quiseram lhe dar o atestado de óbito. Quando esteve na Polícia Científica, ela comentou que foi informada de que não existe o exame específico em MS para ser realizado na bebê, mas ela exige que o corpo da filha seja exumado para que a morte, seja investigada.
“Eu vou buscar um advogado para pedir a exumação do corpo dela para poder fazer esse exame”, finalizou.
Relembre o caso
No dia 29 de abril, a bebê foi levada ao hospital após tomar uma vacina da gripe e outra de nove meses. Isso porque ela teve bastante febre e a mãe decidiu levá-la para atendimento médico na ala de Pediatria da Santa Casa de Misericórdia.
Já no hospital, foram feitos exames e a bebê ficou em observação tomando dipirona na veia. Por volta das 18h30, ocorreu uma troca de plantão e a médica chamou a mãe para apresentar o resultado dos exames. Assim, a bebê continuou na sala de observação até as 20h30 e depois foi internada.
E após a internação, uma enfermeira teria dito à mãe que iria aplicar um medicamento na bebê, mas a mulher negou que a aplicação fosse feita e foi dar banho na filha. Então, a enfermeira concordou e disse que quando acabasse o banho, poderia chamá-la.
Assim, a mãe deu o banho na filha e chamou a enfermeira, que foi até a sala e trocou o acesso da bebê por um duplo. Neste momento, a enfermeira teria passado a injetar um líquido na bebê, que em seguida sofreu uma parada cardíaca.
A mãe explicou que tentaram reanimar a bebê por 40 minutos, mas ela foi a óbito. A Polícia Civil aguarda os laudos sobre as circunstâncias da morte para investigar os fatos.
Midiamax