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21 de agosto de 2018
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Eleições 2018

Família Trad volta à disputa eleitoral em 2018 com 1 estreante na política

Nelsinho, Fábio e Maria Thereza Trad concorrem ao Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa

12 AGO 2018Por Redação/OJ15h:00

Os Trad já têm a prefeitura de Campo Grande e este ano entram mais uma vez na disputa eleitoral com reforço feminino. Candidatos ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, os irmãos Nelsinho, Fábio e Maria Thereza não escondem o sobrenome, porém, fazem questão de frisar que suas plataformas, trabalho e experiência de vida ao longo das carreiras são tão – ou mais importante – que o legado deixado pelo pai, o ex-deputado federal Nelson Trad.

Vereador, deputado estadual e prefeito de Campo Grande, Nelsinho foi o primeiro a seguir os passos do pai. Logo, o irmão Marquinhos seguiu caminho semelhante – é o atual prefeito da Capital, depois de passagens por Câmara e Assembleia. Fábio, ex-presidente da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional de Mato Grosso do Sul) se elegeu deputado federal na primeira eleição disputada, em 2010 –critérios do quociente partidário em 2014, quando obteve mais de 60 mil votos, impediram sua reeleição.

Agora, é Maria Thereza quem busca um mandato, mirando diretamente a Assembleia. Em entrevista, deixa claro que, antes de apresentar seu sobrenome, carregará um discurso que reflita desde a vivência recente de vice-presidente do PTB Mulher ao histórico no enfrentamento à violência doméstica –que envolvem militância e palestras realizadas pelo Estado e seu próprio histórico, ao ser alvo do ex-companheiro com ataques físicos e psicológicos durante a gravidez.

 “O que me trouxe (para a vida pública) não foi o fato de eu ser da família Trad. Foi a Maria Thereza quem me trouxe até aqui”, afirma, lembrando da trajetória pessoal e da exaltação da necessidade de “luta e superação” das vítimas de violência em geral –mulheres, crianças adolescentes e idosos– e de ações em seu favor. “E é a partir do voto que se espera lutar mais em favor de melhorar Mato Grosso do Sul”.

Nelsinho destaca que cada um dos irmãos tem um "ambiente" no qual atua política e profissionalmente. (Foto: Arquivo)

Aprovada para a disputa na convenção do PTB, Maria Thereza avalia que se apegar ao sobrenome “é uma faca de dois gumes”: representa um patrimônio político que pode ajudar, mas traz também uma série de cobranças que não recaem sobre outros candidatos. “Mas, além desse legado, eu luto por uma causa muito maior”, frisa.

Individualidade – “Cada um de nós tem um ambiente em que atua. Quem vai decidir é o povo, independentemente do nome”, afirma Nelsinho, segundo quem a folha de serviços de cada candidato pesa durante a campanha.

“Não fui eu quem fez mais de 500 palestras no Estado como a Tetê, assim como não foi ela que atuou nos cinco mil atendimentos que já fiz. E nenhum de nós atuou nos mais de 300 júris que o Fábio trabalhou”, destacou o candidato a senador.

O raciocínio é o mesmo de Fábio Trad. “Eu amo os meus irmãos, porém, cada um desenhou com o próprio esforço a sua trajetória”, afirmou o deputado federal, que descarta também influência do sobrenome perante o eleitor –inclusive para os candidatos.

“Nenhum de nós quer ser nomeado, pois aprendemos a ser obedientes a vontade popular. O povo é o juiz soberano. Ele é quem deve julgar”, complementou.

Nelsinho destaca, ainda, que a corrida eleitoral afasta qualquer possibilidade de “exclusividade” no grupo político com os irmãos. “Eu vou dobrar (pedir votos) também a outros candidatos a deputado federal e estadual, já que faço parte de uma chapa majoritária. Fábio e a Tetê também discutirão com outros candidatos. Não é uma exclusividade”.

Fonte: Campo Grande News

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