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15 de novembro de 2018
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Eleições 2018

Corrupção: MS não pode continuar passando vergonha nacional

16 SET 2018Por Redação/TR05h:50

Mais uma vez Mato Grosso do Sul esteve nas páginas policiais da imprensa nacional em razão de envolvimento de políticos em escândalos de corrupção. Dessa vez, até o filho do governador Reinaldo Azambuja foi preso. E o Ministério Público Federal não pediu a prisão do próprio governador para evitar “prejuízos sociais e econômicos” para a sociedade sul-mato-grossense. Mas isso não está totalmente descartado, alertou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Fato é que em dois anos, conforme apuração das investigações da Polícia Federal, Mato Grosso do Sul teve prejuízos de R$ 209,7 milhões com isenções fiscais irregulares concedidas à JBS. O inquérito apontou que Reinaldo Azambuja (PSDB) seria membro da suposta organização criminosa que ganhou quase R$ 70 milhões em propinas dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Em entrevista a TV Morena, o governador alegou que a operação Vostok foi midiática e às vésperas das eleições e ainda acusou que adversários souberam antecipadamente da ação do MPF e Polícia Federal. Fato é que estranho é que na campanha de 2014, a coligação do governador Reinaldo Azambuja recebeu legalmente R$ 10,5 milhões que contribuiu com sua eleição. Porém, no final do primeiro ano de mandato Reinaldo assinou, em Dourados, a concessão de R$ 1 BILHÃO em incentivos fiscais a JBS para os 12 anos seguintes.

Lava Jato, JBS e Reinaldo

Com o avanço da operação Lava Jato, o povo sul-mato-grossense começou a ter conhecimento das relações muito próximas entre o governador e os irmãos batistas, donos da JBS. Em delação premiada à PGR (Procuradoria Geral da República) Joesley Batista disse que negociava pessoalmente as propinas com o governador Reinaldo. Informações já conhecidas da população em rede nacional.

O governador brinca com a inteligência do povo tentando dizer que a delação teve o pedido anulado pela PGR. No entanto, ele esquece que as provas não são anuladas. É em cima disso que as investigações são realizadas. Estranhamente, os irmãos, de amigos do governador, passaram a ser chamados por ele de bandidos.

Outro fato estranho é que o governador Reinaldo Azambuja investigado há mais de ano pediu sigilo no processo no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Se ele declara inocência diante das investigações da Polícia Federal não haveria motivo de ser sigiloso.

Governador proibido de falar com filho preso

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, proibiu o governador Reinaldo Azambuja de manter contato com os investigados, as testemunhas e os colaboradores no período de 30 dias. Ele não pode falar com o filho preso. Se descumprir as medidas o governador poderá ser preso.

Na operação Vostok, o STJ decretou, a pedido do MPF, a prisão temporária de 14 acusados de integrar a organização criminosa e de cometer os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Além dos depoimentos dos irmãos Batistas e dos executivos Valdir Aparecido Boni, Demilton Antônio de Castro e Florisvaldo Caetano de Oliveira, a Polícia Federal comprovou as informações por meio da quebra de sigilos bancários e fiscal dos acusados.

“Boi de papel”

Mesmo com a anulação da delação premiadas, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal agem em cima de provas contundentes. Neste caso, os presos são acusados de emitirem notas frias de venda de gado, que ficou conhecida nacionalmente como “boi de papel”. Notas frias confirmadas pelo Ministério da Agricultura, que analisou a documentação e constatou que são “ideologicamente falsos”.

Conforme as investigações, o pagamento de propina ao governador aconteceu de três formas, doação oficial na campanha de 2014, quando a JBS doou R$ 10,5 milhões, valor comprovado no TRE; por meio de notas frias e repasse de dinheiro em espécie diretamente ao filho do governador, Rodrigo Souza e Silva. O inquérito apontou movimentações suspeitas nas contas do filho do governador no valor de R$ 11,5 milhões.

O próprio governador corre o risco de ser preso, pois o MPF justificou o não pedido de prisão temporária de Reinaldo em razão dos “prejuízos sociais e econômicos que ela causaria pelo cargo ocupado.” Mas a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, alertou que poderá rever a decisão após análise dos documentos apreendidos na Operação Vostok.

Tolerância zero com a corrupção

Para o candidato a governo do Estado pelo PDT, juiz Odilon de Oliveira, ninguém está acima da lei. As ações do MPF e Polícia Federal autorizadas pelo STJ são fundamentadas em provas e não somente em delação premiada. “A corrupção é causa de desemprego, de fome, de miséria, de falta de saúde, de insegurança e de tantos outros males. Qualquer homem público tem que prestar contas de seus atos perante a sociedade e principalmente perante a justiça”, reitera o pedetista.

Odilon disse também que o Brasil está passando por uma faxina no esgoto da corrupção e o que a aconteceu em Mato Grosso do Sul nesta semana é parte dessa mesma limpeza. “Os quase R$ 70 milhões que o governador é acusado pelo MPF, em um dos processos no STJ, de ter recebido em propina da JBS daria para fazer 1000 casas com 64 m2 cada uma”, observou ele, acrescentando que cabe a ele o direito de se defender.

Fonte: Juiz Odilon site

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