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23 de junho de 2018
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Economia

China surpreende e mantém taxa de juros com economia perdendo força

14 JUN 2018Por Redação/OJ09h:35

O banco central da China deixou inalteradas as taxa de juros para empréstimos interbancários nesta quinta-feira (14), uma decisão inesperada que deu de ombros para o aperto da política monetária nos Estados Unidos e foi tomada juntamente com a divulgação de dados mostrando que a segunda maior economia do mundo perdeu mais força do que o esperado.

A decisão do Banco do Povo da China destacou a incerteza sobre as perspectivas econômicas no momento em que as autoridades tentam enfrentar o desafio de uma disputa comercial com os Estados Unidos e a batalha do governo contra a dívida.

A taxa para operações de recompra reversa de sete dias foi mantida em 2,55%, a de 14 dias permaneceu em 2,70% e a de 28 dias ficou em 2,85%, disse o banco central em comunicado em seu site.

As recompras reversas são uma das ferramentas mais comumente usadas do banco central para controlar a liquidez no sistema financeiro.

Analistas esperavam que o banco central chinês acompanhasse o Federal Reserve (Fed) e elevasse o juros, como tem a tendência de fazer, para manter estável o spread entre os rendimentos dos títulos chineses e norte-americanos, reduzindo os riscos de potencial saída de capital que poderia pressionar o iuan.

"Mas parece agora que o banco central chinês não precisa mais estabilizar a moeda", disse Ken Cheung, estrategista sênior do Mizuho Bank.

"Os dados econômicos de maio mostraram fraqueza na economia. Acredito que eles escolheram não elevar os juros agora para manter o ímpeto de crescimento econômico.

"Na quarta-feira o Fed elevou a taxa de juros nos EUA em 0,25 ponto percentual pela segunda vez no ano, e deve fazer mais duas elevações em 2018.

Produção industrial, investimento e varejo crescem menos

A China divulgou dados de atividade em maio mais fracos do que o esperado, ampliando a visão de que a economia está finalmente começando a desacelerar sob o peso de uma prolongada repressão sobre os empréstimos mais arriscados que eleva os custos de empréstimos a empresas e consumidores.

A produção industrial, o investimento e as vendas no varejo cresceram menos do que o esperado, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, compensando dados comerciais favoráveis e sugerindo mais fraqueza à frente se Pequim persistir com as duras medidas contra a poluição industrial e gastos questionáveis de governos locais.

Ampliando as incertezas sobre as condições econômicas, o banco central chinês ainda deixou inalteradas as taxas de juros de curto prazo do mercado monetário mais cedo nesta quinta-feira, surpreendendo os mercados financeiros e analistas que esperavam que a autoridade monetária seguisse os passos do aperto monetário nos Estados Unidos.

O crescimento do investimento em ativo fixo da China desacelerou a 6,1% no período entre janeiro e maio sobre o ano anterior, ritmo mais lento desde fevereiro de 1996 e ante expectativa de 7%.

As vendas no varejo em maio expandiram 8,5% sobre o mesmo período de 2017, ritmo mais fraco desde junho de 2003 de acordo com cálculos da Reuters e contra projeção em pesquisa de alta de 9,6%.

Já a produção industrial avançou 6,8% sobre o ano anterior, informou a Agência Nacional de Estatísticas, contra estimativa de analistas de expansão de 6,9% e após alta de 7% em abril.

Embora o crescimento no primeiro trimestre tenha sido melhor do que o esperado, economistas consultados pela Reuters ainda projetam que a economia da China desacelere gradualmente para cerca de 6,5% este ano, de 6,9% em 2017.

Fonte: G1/globo

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